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Foto: Claudio Reyes/AFP

Na noite da última quarta-feira, a Conmebol anunciou a punição do Palmeiras por conta da confusão contra o Peñarol no estádio Campeón Del Siglo. O time Alviverde terá que desembolsar US$ 80 mil (R$ 250 mil) e jogar três partidas sem o apoio da torcida fora de casa.

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O que causa estranheza é a falta de punição ao time uruguaio. Será que fechar o portão de acesso ao gramado para os jogadores do Palmeiras não escaparem da confusão e barrar a entrada de seguranças do Verdão não seria passível de punição?

Além dessa questão do gramado, não podemos esquecer da guerra campal das torcidas, onde a hinchada uruguaia e até mesmo os seguranças atacaram a torcida brasileira. De acordo com quem esteve no estádio, se não fosse a Torcida Organizada do Verdão, algo mais grave poderia acontecer na arquibancada.

Outro ponto em questão é a impunidade para os jogadores Carboneros. Até o momento, somente Felipe Melo foi julgado e punido por seis jogos. Em relação aos três envolvidos na briga (Nández, Hernández e Mier), só pegaram três jogos.

O ponto que mais incomoda na questão das punições é que pode mudar o presidente, diretores e até a boa vontade de algumas pessoas, mas a Conmebol continua com o seu projeto de destruir o futebol no continente.

A incoerência e impunidade a alguns países que disputam o torneio só deixam o futebol sul-americano cada vez mais distante do profissionalismo. Não é a toa que nos últimos 17 anos, o continente virou saco de pancadas no Mundial de Clubes e só conquistou o título em três ocasiões. Vale lembrar que na última, não chegou nem a decisão.