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Foto: AFP

No dia 21 de outubro de 2001, Carlitos Tévez entrava em campo com a camisa do Boca Juniors diante o Talleres e iniciava sua história pelo time Xeneize. Ainda tímido no meio de tantos craques, a torcida confiava que ali poderia surgir um novo ídolo e acolheu o jovem.

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Em dezembro de 2004, Carlitos já não era mais um garoto no meio de tantos astros. Ele era um dos principais jogadores do elenco e após três anos intensos, Apache foi embora de La Bombonera para jogar no Corinthians, com a promessa de voltar a sua casa no futuro.

Os anos passaram, Tévez ganhou o mundo, brilhou em grandes clubes europeus e resolveu regressar ao Boca Juniors. A recepção da torcida foi histórica. A galera Xeneize lotou as arquibancadas para recepcionar um dos maiores jogadores de todos os tempos do clube e emocionou o atleta.

O conto de fadas parecia estar só no começo, mas Tévez não esperava que a sua vida fosse ficar de cabeça para baixo. O salário de US$ 200 mil mensais não caía em sua conta, o campeonato nacional com o calendário confuso, sem datas para inicio e término dos jogos desanimavam o atleta. Além da vida pessoal pegando fogo, com direito a separação da ex-mulher e áudios de whatsapp divulgados na mídia local.

Apesar de todo amor pelo Boca, Tévez precisava de paz. Ele já não era mais feliz em La Bombonera e com 31 anos precisava recomeçar a sua vida. Colocou a vida pessoal em ordem, resolveu casar mais uma vez e foi embora para ganhar US$ 40 milhões na China.

O adeus de Tévez dói na torcida Xeneize. Agora, Carlitos deixou de lado seu clube de infância, sua idolatria, suas raízes no futebol sul-americano para se tornar independente financeiramente.

Será que ele vai ser feliz na China? Será que ele fez certo em sair do Boca? Será que a volta ao clube argentino quando estava no auge da carreira foi certa? Só o tempo ira dizer…