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Foto: Fernando de la Orden

Com um segundo tempo de amplo domínio, o Boca Juniors fez valer seu fator casa e aplicou uma importante goleada por 4 a 0 sobre o Jorge Wilstermann pela quarta rodada na fase de grupos da Copa Libertadores. Além de praticamente acabar com as chances de vaga dos bolivianos, o resultado serviu para o Xeneize chegar aos sete pontos e se manter a apenas dois do Athletico, líder isolado do Grupo G.

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Primeiro tempo

Quem levou perigo pela primeira vez no jogo um tanto quanto sem querer foi o Boca aos 12 minutos. Depois de cruzamento tentado por Sebastián Villa desviado pela zaga adversária, a bola foi em direção a meta de Arnaldo Giménez e beliscou a trave antes de ir pela linha de fundo.

Apesar disso, o Wilstermann não estava “retrancado” em seu posicionamento, tentando avançar as linhas e trocar passes também no campo de ataque para não ser a todo momento encurralado pelo adversário. Faltava apenas a precisão, principalmente, na hora de conseguir acionar o centroavante Lucas Gaúcho, figura bastante apagada.

O time de La Bombonera teve uma excelente possibilidade de inaugurar a conta quando Villa foi derrubado dentro da área por Alex Silva e a arbitragem assinalou a penalidade. Todavia, o arqueiro Giménez foi preciso ao pular e acertar o canto onde Darío Benedetto bateu.

Foi apenas aos 36 minutos que o grito de gol finalmente saiu da garganta do torcedor Xeneize. Depois de jogada onde Julio Buffarini dividiu dando um carrinho e ganhando o lance de Juan Pablo Aponte, o lateral cruzou na medida para Emanuel Reynoso tocar pras redes em cabeçada forte.

Apesar da dianteira adversária, o time Aviador não desanimou e, por muito pouco, não achou a igualdade em falta cobrada pelo meia-atacante Cristián Chávez. Após bola batida que acertou o travessão, no rebote o chute de primeira dado por Fernando Saucedo foi tirado quase que em cima da linha por Emmanuel Más.

Segundo tempo

Na volta dos vestiários, o temporal que já caía em Buenos Aires durante os primeiros 45 minutos pareceu aumentar sua intensidade e, com isso, as divididas nas duas intermediárias se tornaram mais intensas e ‘esquentaram’ os ânimos em alguns momentos.

E quis o destino dar uma oportunidade adicional a Benedetto novamente em cobrança de pênalti. Depois de Alex Silva segurar Carlitos Tévez dentro da área, o camisa 9 foi de novo para a batida e, dessa vez, soltou uma pancada no meio do gol para comemorar de maneira bastante efusiva seu segundo tento do jogo que também foi o segundo do Boca.

Aos poucos, a questão de condicionamento físico foi começando a ficar mais nítido em relação a diferença de preparo. Enquanto o time boliviano dava claros sinais de cansaço mesmo gastando suas alterações, o Xeneize conseguia lidar com a “batida” do jogo com muito mais naturalidade.

Com mais espaços disponíveis, ficou fácil para o time da casa não apenas controlar como aumentar de maneira estilosa sua vantagem. Aos 40 minutos, Mauro Zárate foi acionado em velocidade, dominou e, na saída de Giménez, deu um toque sutil por cobertura para fazer o terceiro tento do jogo. Ainda houve tempo para o mesmo Zárate, de cabeça, marcar o quarto tento e encerrar o marcador.