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Foto: Reprodução/Facebook Luis Suárez

Invariavelmente quando se olha para o camisa 9 de uma equipe, a esperança de gols é quase que uma ligação imediata. Independente da sua habilidade fora da grande área ou mesmo dos seus companheiros ao seu redor, basta uma chance que, para o bom matador, o tento é certo.

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Pensando nisso, temos a seguir uma lista bastante interessante de camisas 9 que atuaram de maneira marcante no torneio mais importante de seleções na América do Sul, a Copa América.

José Luis Dolguetta

Em um período onde o futebol da Venezuela verdadeiramente engatinhava pensando nas outras seleções sul-americanas (aspecto bem diferente da atualidade), um camisa 9 acostumado a ser conhecido dentro de seu país, José Luis Dolguetta ganhou fama no continente por um feito absolutamente inesperado.

Na época atleta do Caracas e durante a campanha onde a Argentina viria a ser campeã do torneio, a Vinotinto fez dois pontos e ficou apenas a um de passar como vice-líder do Grupo A. E, em meio aos seis tentos marcados, quatro deles foram de Dolguetta que acabou a competição como artilheiro.

Luis Suárez

Hoje uma das maiores referências técnicas quando o assunto são atacantes que usam a 9 e maior artilheiro da história do Uruguai, Luisito na Copa América de 2011 ganhava os olhares do planeta em sua segunda temporada no Liverpool (Inglaterra) contratado junto ao Ajax (Holanda). Em uma equipe que, aliás, Diego Forlán era a grande estrela por vir do último Mundial como o melhor jogador da competição.

Com esse acúmulo de situações e o trabalho desde então muito bem estruturado pelo maestro Óscar Tabárez, os charruas acabaram com o jejum de uma conquista que não vinha de 1987 eliminando os anfitriões (Argentina) na semifinal e batendo com um imponente 3 a 0 o Paraguai na finalíssima. Na escolha do melhor jogador da competição, ele: Luis Suárez.

Gabriel Batistuta

Um centroavante que, definitivamente, “cheirava” gol e o fazia não apenas com oportunismo, mas também esbanjando categoria. Assim como em outras competições vestindo a camisa da Albiceleste, Gabriel Batistuta foi vital para a conquista da Copa América em 1991.

Sem Maradona portando a 10, mas com peças do “quilate” de Óscar Ruggeri, Claudio Caniggia e a força na contensão de Diego Simeone e Óscar Ruggeri, Batigol foi o expoente da eficiência fazendo seis gols e ostentando a artilharia da competição disputada no Chile. Tendo também, até hoje, a honra de ser um dos terceiros maiores artilheiros do torneio com 13 gols ao lado de José Manuel Moreno, Héctor Scarone além de Ademir de Menezes e Jair.

Ronaldo Fenômeno

Três vezes o melhor jogador do Mundo, duas vezes campeão da Copa do Mundo, segundo maior artilheiro da história das Copas… o Fenômeno se acostumou a espantar o mundo do futebol com seu talento e recordes espetaculares onde, dentre eles, também está a Copa América.

Tendo jogado por três edições seguidas o torneio (1995, 1997 e 1999), Ronaldo desfilou sua qualidade técnica em todas as oportunidades sendo em 1997, na Bolívia, o seu ápice com tentos decisivos que fizeram a Seleção levantar o caneco batendo os donos da casa na altitude de La Paz.

Paolo Guerrero

Nome que caiu no gosto de algumas torcidas no futebol brasileiro como Corinthians, Flamengo e, atualmente, o Internacional, Guerrero também tem desempenho sensacional falando em Copa América com direito a ser o único atleta em atividade fazendo parte da lista histórica de artilheiros: 11 tentos e a 5ª posição ao lado de Herminio Masantonio, Didi e Victor Ugarte.

De todas as edições em que participou El Depredador, aquela onde sua qualidade técnica e poder de finalização foram de influência mais notada ocorreu em 2015. Mesmo caindo na semifinal para os eternos rivais (Chile), o Peru fez uma campanha considerada bastante expressiva onde Guerrero foi o artilheiro do torneio com seis gols marcados.