SHARE
Foto: Divulgação

O revés para o Ceará por 1 a 0 em pleno Estádio do Beira-Rio deixou não somente a torcida do Internacional irritada com o resultado, mas também uma peça importante do elenco gaúcho: O meia argentino Andrés D’Alessandro.

Leia mais: Ceará aproveita suas chances e vence Inter no RS
Uma bomba relacionada a suborno estourou no futebol peruano

Em entrevista dada pelo jogador que tem uma grande identificação com a torcida do Colorado logo na saída do gramado depois do revés para o time nordestino, o jogador não se conteve e demonstrou toda a sua irritação com o resultado:

“Quem vem tem que apoiar. Até o final, até o final. Aqui tem que ser fiel. Não pode vaiar. Vem aqui fazer melhor, então. Não pode vaiar. Apoio até o final.”

O resultado fez com que a equipe do Ceará pulasse para a vice-liderança da competição com 58 pontos ganhos, “segurando” o ponteiro Internacional, que tem 61 unidades.

  • Joao C de Oliveira

    SOBRE A “VAIA INJUSTA” E A REAÇÃO DO D’ALESSANDRO

    O D’Alessandro foi um bom jogador, um dos melhores meias que o Internacional teve em sua história, no entanto, jamais foi um jogador ao nível de Falcão ou Paulo César Carpegiani, por exemplo. Hoje o D’Alessandro é um craque para a Segunda Divisão, porém, não tem mais condições de jogar, de forma competitiva, na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
    Além de tudo, ele sempre foi um jogador desequilibrado e que, por isso, arranjou vários problemas para o Internacional ao longo de sua passagem.
    Esse enfrentamento da torcida é mais uma de suas sandices, afinal, a torcida é que sabe o que ela deseja para seu time, inclusive, porque ela, e somente ela, é quem paga os salários desses “bondes” que jogam atualmente mo Internacional.
    O D’Alessandro tem um salário alto e já passou da hora de sair do Internacional.
    A dificuldade é que o Internacional precisa de um jogador capaz de qualificar o meio de campo colorado e não tem dinheiro para compra-lo porque, nos últimos anos, se transformou num clube de ladrões, cuja diretoria funciona do mesmo modo que funciona o Governo do Brasil.
    A própria formação de jogadores, no Internacional, deixou de funcionar, tanto assim que a Seleção Sub-17 do Brasil não tem jogadores da base colorada, diferentemente do que sempre aconteceu.
    Como colorador, vivemos um momento negro, não formamos ninguém, o dinheiro sumiu e ficamos sem condições de contratar, temos um grupo de jogadores de baixa qualidade e que, além de tudo, se acham em condições de jogar de forma medíocre e exigir que a torcida aceite essa falta de qualidade, em nome da campanha que fazem da Série B, como esse fosse um campeonato para ser disputado por um clube com a dimensão histórica do Internacional.
    Se o D’Alessandro está satisfeito com o que está fazendo na Série B e se acha que a torcida deve endeusá-lo por isso, está muito claro que ele é quem não está mais ao nível do Internacional, de sua história e do que a sua torcida exige do clube,ou seja, agora é ele, e não eu, quem demonstra que seu ciclo está encerrado no clube, já há algum tempo.
    Claro que o D’Alessandro merece reconhecimento pelo que construiu em sua história junto ao Internacional, porém, a vida é assim, tudo passa e as pessoas precisam ter consciência de seu valor, de sua capacidade de contribuir e do momento em que já não podem mais ajudar e precisam se afastar, dar lugar para outros, inclusive, para evitar uma mancha negra em sua história dourada.
    Chegou a hora de uma diretoria competente para evitar que o Internacional tome um rumo como aquele que tomou a Associação Portuguesa de Desportos, coincidentemente, quando estava sob o comando do mesmo treinador que hoje comanda o Internacional. Um mau sinal!
    Como dizia Sun Tsu, é preciso saber interpretar os sinais fracos porque, quando chegam os sinais fortes, já não há mais como evitar seus efeitos.