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Foto: Reprodução/Internet

*Por Tiago Emanuel

Dirigentes dos clubes argentinos que disputam a primeira e a segunda divisão local estiveram reunidos na tarde de sexta-feira (4) na sede da AFA para dar o pontapé definitivo na nova forma de se fazer futebol no país portenho. Buscando inspiração nos modelos de ligas europeias, a Superliga busca trazer novos ares e mais equilíbrio ao campeonato.

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Dos 30 clubes da Primera División, apenas três não se manifestaram a favor das mudanças. As equipes da Nacional B, segunda divisão local, estão sendo empecilho para a concretização da mudança. Os cartolas questionam a proposta de receberem apenas 12% dos direitos de TV no novo formato, contra 78% para a primeira divisão, 8% para as categorias menores e 2% para a AFA. O vice-presidente do Nueva Chicago, Daniel Ferreiro, foi contundente: “Os clubes grandes a chamam de Superliga. Nós a chamamos de Superquebra.” Os dirigentes da divisão de acesso querem 20% na divisão financeira.

Conheça os principais pontos de mudança:

-Número de participantes e duração do campeonato: Hoje com 30 participantes, a ideia é chegar ao número de 22. A proposta é diminuir gradualmente as equipes, como foi feito no Brasil. Até 2020 seriam rebaixados quatro times e subiriam apenas dois. A ideia é seguir o campeonato europeu (de agosto a junho) e que as rodadas devem ser planejadas, sem alterações de datas e horários.

-Direitos televisivos: Segundo os idealizadores do formado, a medida pode triplicar os valores na venda dos direitos de transmissão. Com contrato firmado com o governo argentino até 2019, a ideia é poder vender os direitos internacionalmente e também para serviços de streaming. Se aceito, o modelo faria uma licitação até 2030, mantendo a gratuidade até 2019 (prazo do contrato atual) e depois partindo para a cobrança. O modo de cobrança ainda não está definido.

-Distribuição de “la plata”: Atualmente, na Primera División, existem três escalões financeiros: Boca e River no topo, num segundo patamar estão Independiente, Racing, San Lorenzo e Vélez Sarsfield. Os outros 24 clubes recebem o mesmo valor, que na temporada atual significa apenas 56% do que Boca e River terão à disposição. O controle da AFA sobre a prata seria substituído pelo controle da Superliga. Dos 78% da Primera, metade seria distribuído uniformemente e o restante em uma fórmula que inclui quantidade de sócios, ranking e classificação no campeonato.

-Regularidade fiscal: O plano de desendividamento vigente entre a AFA e os clubes no vermelho seguirá ocorrendo. O pleito, porém, vai além. A ideia é que nenhuma equipe possa criar dívidas fora de suas capacidades reais de pagamento, com a ameaça de sanções esportivas e administrativas caso os dirigentes não mantenham as contas em dia.