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Foto: Getty

Depois de uma bastante surpreendente classificação na Liga dos Campeões da Europa frente ao em boa vantagem Paris Saint-Germain (França) na última quarta-feira (6), as considerações e análises dos jornais ingleses para o Manchester United (Inglaterra) foram das mais positivas. Algo que se refletiu também na dupla de volantes titular formada pelo brasileiro Fred e pelo escocês Scott McTominay.

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Segundo escreveu Mark Critchley no diário The Independent, ambos conseguiram fazer “com que a maior fraqueza do United se tornasse a grande força” levando em consideração os inúmeros desfalques que a equipe teve de lidar para compôr o 11 inicial. Casos, por exemplo, dos titulares no setor Ander Herrera e, principalmente, o astro Paul Pogba.

A consideração de Mark a respeito da participação do brasileiro foi como “de um escrutínio mais intenso” pelo preço que o atleta revelado no Internacional foi contratado antes da Copa do Mundo da Rússia junto ao Shakhtar Donetsk (Ucrânia): 52 milhões de libras (R$ 262 milhões):

“Ele foi escolhido para jogar contra o Crystal Palace há três dias atrás simplesmente porque não havia nenhum jogador de grande porte para ser colocado. O mesmo aconteceu no Parque dos Príncipes. (…) A contribuição mais considerável de Fred, em meio a tudo isso, veio na parte final. Quando Rashford esteve diante daquele que poderia ser o pênalti decisivo nos últimos minutos, ele (Fred) afastou e empurrou todas as tentativas de jogadores do PSG de tentarem intimidá-lo. O treinador não estava errado em elogiá-los, em especial o brasileiro, que ele considerou como ‘ponto alto’. ‘Eles (McTominay e Fred) fizeram um trabalho fantástico, tomando a frente do meio-campo’ e colocando pressão em Verratti e Marquinhos. Fantástico.'”

Até mesmo uma breve comparação com o ex-United e também escocês Darren Fletcher, figura sempre considerada nos últimos anos de Alex Ferguson a frente da equipe hoje atleta do também inglês Stoke City, foi usada para exemplificar o estilo e importância da função de McTominay na partida da última quarta.

“Podendo estar inspirado pelo mútuo sangue escocês, as comparações entre McTominay e Darren Fletcher estão crescendo. Um jogador que pode ser confiado para fazer o trabalho menos glamouroso, porém necessário para qualquer time”, avaliou o colunista.

Por fim, ele viu uma atuação em conjunta do meio-campo do Manchester que, se não foi vistosa no aspecto da posse de bola e domínio territorial, trabalhou bem na pressão e controle do aspecto nervoso da partida.

“Sugerir que eles (McTominay e Fred) dominaram e controlaram o jogo no meio-campo no decorrer dos 90 minutos é impreciso. (…) Mas Solskjaer não pediu a eles para que ditassem o tempo, mas sim interrompê-lo. A missão deles era pressionar, assustar o PSG, para espalhar a pressão que poderia levar a um colapso. Nesse ponto, eles foram bem-sucedidos. Ninguém teve mais desarmes do que os cinco de McTominay. Fred, com três, foi o mais próximo dos jogadores do United. A tentativa de manter a posse nem sempre foi frutífera, mas exerceu uma impiedosa pressão.”