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Foto: AFP

Se na cidade de Montevidéu a superioridade do Peñarol foi latente contra o San José, o mesmo se repetiu em ordem inversa no embate dessa quarta-feira (24) em Oruro a favor dos bolivianos na Copa Libertadores. Com isso, o resultado de 3 a 1 para os anfitriões foi providencial para levantar o moral do time Santo e aumentou as chances de obter, ao menos, uma vaga na Sul-Americana.

Para os uruguaios, agora a classificação garantida as oitavas de final no Grupo D só virá em caso de triunfo frente ao Flamengo no Campeón del Siglo.

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Primeiro tempo

Assim como ocorreu diante do Flamengo no Maracanã, o Peñarol adotou a postura de ficar retraído no sistema defensivo e esperou a atitude do time boliviano. Por sua vez, o San José até atendia as expectativas de sair ao ataque, mas constantemente pecava tanto para dar o último passe como para as finalizações.

Em uma das melhores oportunidades formuladas, ainda aos oito minutos, o atacante Cristian Alessandrini esteve frente a frente com Kevin Dawson, mas bateu por cima da meta isolando a bola.

A bola seguiu rondando de maneira constante a meta uruguaia enquanto os Carboneros, acuados, não conseguiam sequer uma troca de passes que fizesse seu sistema defensivo ao menos “respirar” diante das investidas do clube Santo. Fazendo, assim, com que Lampe mal tocasse na bola.

Outra boa estocada dos bolivianos surgiu aos 28 onde Javier Sanguinetti teve liberdade dessa vez para limpar o cenário e soltar um verdadeiro petardo de fora da área e, com o desvio na zaga do Peñarol, passou muito perto a trave esquerda de Dawson.

Os visitantes só tiveram uma chance mais próxima de levar perigo a Lampe quando Darwin Núñez foi lançado nas costas da defesa do San José, mas o arqueiro da equipe de Oruro saiu bem da meta e evitou o chute já em sua origem.

Segundo tempo

Os anfitriões voltaram para o embate insistindo na postura mais atirada ao ataque e, pelo alto, conseguiu furar o bloqueio uruguaio com o zagueiro César Mena. Aos 11 minutos, Javier Sanguinetti cruzou e o camisa 3 do San José testou com força, deixando Kevin Dawson estático no centro da meta.

A equipe de Oruro poderia ter aumentado sua dianteira quando Sanguinetti acertou um verdadeiro balaço de perna esquerda que estalou no travessão e voltou nos pés de Alessandrini que tocou para o gol. Porém, a arbitragem capitaneada pelo argentino Germán Delfino pegou a posição irregular do avante.

Aos 28 minutos, a arbitragem marcou pênalti de Fabricio Formiliano por toque de mão dentro da grande área. Na hora da batida, Carlos Saucedo foi ao melhor estilo Henrique Dourado, saltando antes da batida, e tirou totalmente Dawson da jogada.

Em meio a uma partida de pouca inspiração do sistema ofensivo do Peñarol, uma pequena “ajuda” de Mena acabou colaborando para que o clube de Montevidéu diminuísse a dianteira adversária. Após tentativa de cruzamento de Brian Rodríguez, ela desviou no defensor do time boliviano e foi direto para a meta de um já batido Carlos Lampe.

Para fechar a conta, Sanguinetti recebeu assistência de Saucedo e marcou o terceiro do time de Oruro.