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Foto: Jorge Rodrigues/Eleven

A partida entre Botafogo e Bahia foi digna das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com a repetição “espelhada” do 2 a 1 da ida, dessa vez para o clube carioca, o passaporte das quartas foi definido nas penalidades e o Tricolor se mostrou mais inteiro na hora decisiva.

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O jogo

Os primeiros minutos de jogo foram bastante nervosos, com as duas equipes chegando mais firme nas divididas bem como também errando passes relativamente simples. Em meio a esse cenário, o Botafogo parecia um pouco mais “preciso”, tendo mais a bola nos pés, se movimentando com mais rapidez e aproveitando os espaços dados pela defesa baiana.

Nas primeiras boas chegadas ao ataque, enquanto Kieza chutou sem ângulo e, mesmo assim, obrigou Douglas a espalmar para escanteio, na cobrança a bola foi desviada para a segunda trave e Rodrigo Pimpão desviou, assustando a meta do Bahia.

Sem conseguir se manter no ataque, o Esquadrão viu o Alvinegro Carioca crescer no jogo e, aos 16 minutos, um cruzamento de Moisés foi desviado por Kieza e Rodrigo Lindoso deu um bonito voleio para excelente defesa de Douglas, relembrando a grande atuação do primeiro duelo na Arena Fonte Nova.

A primeira chance que o Bahia conseguiu efetivamente criar alguma situação mais perigosa no seu ataque foi quando Gilberto ganhou na disputa de corpo da zaga botafoguense e partiu correndo na diagonal em direção a meta de Saulo. Na hora de chutar, o centroavante usou mais força do que precisão e mandou na rede pelo lado de fora.

Todavia, prevaleceu quem esteve por mais tempo “em cima” do adversário com Rodrigo Pimpão abrindo o placar no Nilton Santos aos 26 minutos. Depois de mais uma vez apertar a saída de bola baiana, o atacante do Botafogo ganhou na velocidade da zaga e O tocou na saída de Douglas, levantando a torcida do Glorioso.

Seis minutos depois, a defesa dos anfitriões “cochilou” e Edigar Junio completou cruzamento desviado por Gilberto e igualou o marcador no Rio de Janeiro.

O ritmo seguiu alto e, antes do intervalo, o Bota retomou a frente do placar depois de lindo passe dado por Rodrigo Lindoso. Luiz Fernando mostrou muita calma para limpar a saída desesperada do gol de Douglas e bater para o gol vazio.

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Foto: Magalhães Jr/Photopress

Segundo tempo

A etapa complementar, apesar de demorar mais para apresentar uma finalização incisiva, estava igualmente rodeada pelo clima de tensão de um marcador que levava a disputa para as penalidades.

Quem inaugurou os trabalhos e fez um dos goleiros trabalhar com mais dificuldade foram os nordestinos quando, em rebote da zaga do Botafogo, Vinicius bateu de primeira e viu Saulo espalmar bem o chute no canto esquerdo.

Se no primeiro tempo os anfitriões eram quem não só tinham a posse de bola como também frequentava mais o campo de ataque, nesse momento da partida o quadro se inverteu. O Tricolor da Boa Terra assumiu o papel de ser mais ativo ofensivamente, porém encontrava dificuldades para furar o bloqueio do Alvinegro Carioca.

A melhor oportunidade dos 45 minutos derradeiros nos pés do Bota estiveram com Rodrigo Pimpão e Renatinho. Nas duas chances, Douglas mostrou reflexo na primeira finalização e segurança para encaixar a segunda.

Com os baianos persistindo nas jogadas de infiltração sem sucesso e o Glorioso sem o mesmo ímpeto técnico e físico de outrora, a partida caminhava de maneira angustiante, com os dois lados cheios de cautela para não cometer nenhum erro fatal, para a decisão via penalidades máximas.

Na marca da cal, os dois lados mantiveram 100% de acerto até a segunda cobrança de cada um. Depois disso, Marcinho carimbou a trave direita de Douglas, Saulo defendeu chute de Jackson e, com o erro de Moisés na grande defesa de Douglas, bastou Flávio converter e a classificação do Bahia foi selada por 5 a 4.

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Formado em jornalismo no ano de 2012 pelo Centro Universitário FIAM, atuou em diversos segmentos da comunicação como editoras e sites de conteúdo esportivo. Foi editor e repórter do Universo dos Sports e hoje é, além de freelancer, editor do Futebol Latino e também colaborador do blog eMania.