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Somente os times do Brasil que fizeram duelos “caseiros” tanto pela Copa Libertadores como pela Copa Sul-Americana prosseguiram com chances de conquistar um torneio continental nesse ano, ficando pelo caminho os paulistas Corinthians (0 a 0 diante do Racing) e Santos (derrota por 1 a 0 contra o Barcelona de Guaiaquil).

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E, como não poderia deixar de ser no apaixonado continente sul-americano, os sucessos de argentinos e equatorianos tiveram a sua repercussão na imprensa dos dois países. Entretanto, ela veio de maneira um pouco diferente do tradicional, mostrando muito mais euforia dos conterrâneos do Barce do que dos “hermanos” mesmo em se tratando de terem eliminado um clube brasileiro.

O mais descontraído dentre os periódicos jornalísticos especializados, o Olé, teve uma repercussão um tanto quanto tímida em seus sempre títulos de impacto: “Feliz quartas: Racing conseguiu a classificação as quartas da Sul-Americana depois de igualar em 0 a 0 com o Corinthians, que terminou com nove.”

Enquanto o Clarín seguiu com sua linha mais séria e informativa colocando como manchete “Racing empatou e avançou as quartas de final”, o Diario Popular, que é justamente de Avellaneda, região da Academia, fez um trocadilho com o resultado final do jogo no El Cilindro: “Racing fechou um negócio redondo como zero e está nas quartas”.

Pelos lados do Equador, o mais “contido” dentre os portais foi o Ecuavisa, pertencente a uma grande cadeia televisiva do país, que noticiou: “Barcelona vence o Santos e classifica as semifinais da Libertadores”. Apesar disso, não deixou de citar logo no início da matéria o fato do Ídolo “fazer história”, algo muito exaltado em toda a mídia local.

Tanto é que esse tom foi seguido também pelo El Universo, relatando “Barcelona vence o Santos por 1 a 0 e se coloca nas semifinais de Libertadores depois de 19 anos.” Na oportunidade citada, em 1998, foi justamente um brasileiro que acabou com o sonho do título do Barcelona na decisão: O Vasco.

Já no El Comercio, a euforia teve mais apelo na questão poética, cravando: “Barcelona conseguiu uma classificação sonhada e deixou outro brasileiro no caminho.”

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