Foto: Divulgação

Donos de altos salários, carros de luxos, idolatrado por torcedores e cercados de amigos e mulheres. Estas são algumas das características do jogador de futebol que, no auge da carreira, curte uma vida sonhada por milhares de trabalhadores, mas que vive o oposto disso assim que encerra a trajetória nos gramados.

Leia Mais: Jornal italiano dá detalhes de proposta do Chelsea a Leandro Paredes
Bruno Moraes,em biênio inspirado, cola na artilharia em Portugal

As histórias de ex-jogadores dos anos 70, 80 e 90 que perderam tudo não é mais novidade. Sem instrução de um profissional, muitos torraram a ‘fortuna’ em baladas, gostos extravagantes e divórcio. De olho neste nicho, em 2011, a Redoma Capital foi fundada por William Machado, ex-jogador do Corinthians e Henning Standtfoss, educador financeiro, que resolveram ajudar os boleiros e auxiliar em todos os assuntos extra-campo.

“Nós ajudamos os atletas em tudo. O nosso serviço vai desde a questão de investimento, como, por exemplo, educação financeira, contratos, questões burocráticas, departamento jurídico, locação de imóvel e tudo o que ele precisar, pois o jogador precisa manter o foco apenas no treinamento e jogo no fim de semana”, afirmou Pedro Trajano, sócio da empresa e responsável pelo atendimento.

Atualmente com 40 jogadores na carteira de clientes, o executivo revela que até mesmo atletas estrangeiros procuram a empresa para buscar a assessoria.

“Normalmente os clubes não ligam muito para essa questão extra-campo. Quando o jogador vem de fora não sabe como pode matricular o filho na escola, escolher a casa/apartamento, os trâmites burocráticos no Brasil e isso é importantíssimo. Quando o gringo resolve esses ‘problemas’, o processo de adaptação fica mais fácil e ele apresenta um bom papel dentro de campo”, declarou.

Por fim, o diretor acredita que, diante de toda a educação financeira prestada, dificilmente o jogador vai passar algum tipo de necessidade quando pendurar as chuteiras.

“Deixamos tudo encaminhado para uma vida tranquila longe dos gramados. Após vários anos de sacrifício, pressão, alegrias e frustrações, o mínimo que o jogador pode ter é uma aposentadoria digna. Agora, se ele tiver a intenção de gastar a fortuna em carros e quadros, não temos o que fazer”, disse aos risos.