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*Por Agência Conversion

Gramados criticados por jogadores, problemas com ingressos e até o sistema do VAR, que a arbitragem sul-americana usou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Todos esses problemas que permearam a Copa América deste ano, organizada no Brasil, afastaram a possibilidade do país receber a edição do Mundial de Clubes da Fifa, em 2021.

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Será a primeira versão do torneio reformulado, com 24 clubes e disputado a cada quatro anos. O campeonato foi modificado no conselho da Fifa em Miami, nos EUA, em março, quando se decidiu que ele substituirá a Copa das Confederações – que, por sua vez, deixa de existir.

“Vai ter um fantástico impacto. Teremos os melhores times para coroar o campeão mundial”, disse na época Gianni Infantino, italiano que preside a entidade.

O Mundial de Clubes no formato atual, porém, ainda terá duas edições: uma em 2019, entre os dias 11 e 22 de dezembro, e outra em 2020, no mesmo mês, mas sem datas definidas. Ambas serão no Catar, país que sediará a Copa do Mundo de 2022.

A expectativa é que no torneio que será disputado daqui cinco meses, alguns dos novos estádios já sejam utilizados, como o Al Wakrah, cujas obras estão apenas em acabamentos menores (como tintas, martelete, fiações e sistemas).

A decisão sobre o Mundial de 2021 será tomada em outubro, no conselho da Fifa em Xangai, na China – por coincidência, a cidade é uma das favoritas para receber o novo torneio. A ideia de Infantino é que o novo Mundial de Clubes seja um evento-teste oficial para as Copas do Mundo a partir de 2026, quando será disputada na América do Norte. A incerteza sobre o campeonato de 2021 é que o Catar não poderá receber o campeonato na metade do ano por causa do calor.

No começo do ano, a entidade enviou documentos às associações filiadas afirmando que qualquer uma delas poderia se candidatar a receber o campeonato. O Brasil foi uma delas, mas a candidatura sofreu baques fortes depois da Copa América. A Fifa considerou que a Copa Africana, disputada no mesmo mês no Egito, e a Copa Ouro, da Concacaf, foram mais bem avaliadas que o evento brasileiro.

O novo Mundial de Clubes com 24 concorrentes terá oito sul-americanos e oito europeus. A ideia da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) é dar as vagas aos quatro últimos campeões da Copa Libertadores da América e aos dois últimos da Copa Sul-Americana.

Se isso se confirmar, Grêmio e River Plate estarão no campeonato de 2021. Nas edições de 2019, sete clubes brasileiros brigam pelos títulos continentais: Palmeiras, Grêmio, Internacional e Flamengo pela Libertadores, Corinthians, Fluminense e Atlético-MG pela Sul-Americana.