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Foto: Divulgação/Conmebol

Com os serviços de auditoria feitos dentro da Conmebol, cada vez mais situações de corrupção altamente danosas vem a tona, assim como ocorreu na última semana em relação a auditoria feita por uma empresa inglesa nas contas da organização sul-americana de futebol.

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De acordo com as informações apuradas pela companhia Ernst&Young, a quantia de dinheiro desviado das contas da Confederação Sul-Americana de Futebol por meios ilícitos chegam a cerca de 101,7 milhões de dólares, pouco mais de R$ 325 milhões.

O responsável por divulgar as informações referentes aos resultados da auditoria foi um grupo de advogados da cidade e Santiago que também esteve envolvido no trabalho. E, além dos dados, eles também divulgaram as maneiras que se deram os esquemas corruptos.

Dentro do período avaliado, que corresponde aos anos de 2000 a 2015, momento onde Nicolás Leoz e Eugenio Figueredo estiveram no comando da Conmebol, os atos de corrupção ocorriam principalmente por meios específicos. Dentre eles, estão inclusos depósitos a contas de ambos, prestação de serviços não-justificadas, transferências para paraísos fiscais e envolvimento das empresas que detinham direitos de transmissão de determinadas competições chanceladas ou com abrangência regional na América do Sul.

Apontando para a tentativa de mudar a imagem feita da Conmebol nos últimos anos, o presidente de organização, Alejandro Domínguez, pontuou no último Congresso da entidade que a ordem de valores jamais pode ser invertida:

“Nunca mais o dinheiro como um objetivo e o futebol como meio. Para sempre o futebol como o objetivo e o dinheiro como forma da Conmebol possa apostar no desenvolvimento e fazer com que os nossos craques sigam brilhando no mundo inteiro.”