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Foto: AFP

Se antes da estreia na Copa América o clima para o técnico da seleção do Equador, Hernán Gómez, já não era dos mais tranquilos, o 4 a 0 diante do Uruguai no Mineirão no último domingo (16) tratou de jogar bastante lenha na fogueira das críticas ao seu trabalho.

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Duas das principais análises mais contundentes vieram do mesmo veículo, o El Universo, através dos colunistas Mario Canessa e Ricardo Vasconcellos Figueroa. Em ambos os textos, além de críticas ao trabalho em si de “Bolillo”, as declarações do técnico da Tri também são duramente abordadas.

Logo no princípio do texto de Mario, o tom é explícito: “Equador enfrenta seus rivais com covardia”. E já começa com uma pontuação de “terra arrasada” com as seguintes palavras:

“Depois da derrota para o Uruguai, aprendemos que o Equador tem um nível baixíssimo à nível continental, que essa participação na Copa América é a crônica de um fracasso anunciado, que as palavras absurdas de Hernán Darío Gómez tem correlação com o que joga a Seleção, porque o que ele faz é o que ele fala. Suas declarações são vergonhosas, feitas por um descompensado que tem incontinência verbal. Hernán Darío Gómez é um homem arrogante porque não pode aceitar que passearam sobre ele.”

As citações de Ricardo são igualmente críticas e abordam também os critérios para a contratação de Bolillo, ato que ocorreu na antiga administração da Federação Equatoriana de Futebol (FEF) composta por Carlos Villacís.

“Ainda que cause vergonha a catastrófica goleada que sofreu a Tri diante do Uruguai no último domingo, na estreia de ambas seleções na Copa América 2019, a pancada não gera surpresa se considerarmos os critérios diametralmente opostos, a respeito da importância do torneio, de quem conduz tecnicamente o combinado nacional da dirigência da Ecuafútbol. O certame de seleções mais antigo do planeta é insignificante para o problemático Hernán Darío Gómez – pesado lastro da última etapa do chiribogato (administração de outro ex-presidente da FEF, Luis Chiriboga), herdado por Carlos Villacís, que o contratou apesar do rechaço generalizado do país futebolista e sabendo que deixaria a direção”, afirmou o colunista.