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Foto: AFP

Antes de mais nada, uma afirmação: Sergio Aguero é um verdadeiro ignorante (no bom sentido) quando o assunto são clássicos ingleses. Ele simplesmente torna duelos tensos, relevantes, vitais em mais um jogo onde ele deita e rola com gols e assistências.

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“Ah, mas ele não consegue fazer o mesmo na Liga dos Campeões…”

“Ah, mas na seleção ele não consegue fazer isso… jogador de clube!”

Sim, já espero e, de certa forma, compreendo as considerações sobre o atacante argentino. É normal, precisamos ver falhas em uma afirmação seja lá ela qual for. Contudo, que me perdoem os seus respectivos donos, mas isso NÃO ME INTERESSA.

O fato é que Kun se vale de um nível de experiência e adaptação ao modelo guardiolístico de maneira tão encaixada que, mesmo quando o atleta é capaz de deixar seu treinador incrédulo perdendo um gol embaixo da meta, no mesmo jogo ele marca outros três com direito a um petardo de fora da área no ângulo de Kepa.

É uma consciência tática e técnica que espantam em jogos da temporada e se tornam mais latentes nos confrontos do grupo chamado Big Six (Chelsea, Manchester United, Manchester City, Tottenham, Liverpool e Arsenal).

São 43 gols em 70 jogos. Só contra o Chelsea são oito, artilheiro do confronto ao lado de Frank Lampard.

Com 158 gols, é o recordista na história do Manchester City na história da Premier League.

É um dos poucos a fazer parte do seleto hall de atletas que, entre passes e gols, participaram de pelo menos 200 gols de um clube.

Foi protagonista da maior vitória em vantagem na história do City sobre os Blues com seus três gols no trucidamento por 6 a 0.

Os números se empilham. As qualidades se enumeram. Digam o que quiserem, mas fato é que Sergio Aguero é um verdadeiro animal sedento de grandeza.