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Foto: AFP

Atuando de maneira exemplar, o Cruzeiro veio ao estádio do Maracanã e conseguiu com bastante imposição técnica e tática uma vitória por 2 a 0 do Flamengo no jogo de ida pelas oitavas de final da Copa Libertadores.

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O jogo

O início da partida se mostrava mais favorável ao Cruzeiro e sua postura de marcação mais alta em relação a saída de bola flamenguista enquanto o time carioca tinha dificuldade em achar seus espaços e abrir a partida para o estilo de jogo rápido.

Mais confortável no embate, aos nove minutos um passe extremamente preciso do meia Robinho encontrou em posição legal De Arrascaeta. Frente a frente com Diego Alves, o 10 cruzeirense foi frio e colocou mansamente no fundo das redes.

A superioridade mineira seguia e, com espaços para contra-atacar, por muito pouco aos 19 minutos o meia Thiago Neves não conseguiu, em cabeçada praticamente dentro da área que acertou o travessão, aumentar ainda mais a vantagem no marcador.

Depois dos 25 minutos a partida entrou em um ritmo mais parelho, com a natural retração da marcação dos visitantes e um crescimento de produção do Flamengo. Essa melhora, inclusive, se refletiu na melhor oportunidade do Rubro-Negro em marcar quando Fernando Uribe desviou na primeira trave e, graças a uma gigantesca defesa de Fábio e o corte providencial do lateral Edílson, o perigo foi afastado pela defesa Azul.

Ainda houve tempo nos 45 minutos iniciais para que Rodinei se infiltrasse bem na zaga cruzeirense e chutasse duas vezes para, em ambas, exigir o trabalho de Fábio.

Segundo tempo

A primeira chegada perigosa foi do Mengão quando, aos quatro minutos, Uribe cabeceou pro chão próximo a marca de pênalti e exigiu com que Fábio voasse na bola e espalmasse para evitar o empate flamenguista.

O time carioca dava menos possibilidades a equipe visitante de fazer uma pressão mais alta, já na sua defesa, com movimentação mais ampla e coordenada principalmente no meio-campo com o maior número de opções de passe. Com isso, mesmo sem conseguir um volume grande de finalizações, rondava a área mineira e ao menos deixava de sofrer com os contra-ataques que tanto o incomodaram na primeira etapa.

Após os 20 minutos, o clube de Belo Horizonte conseguiu ser mais consistente principalmente na posse de bola. Além disso, a entrada de Raniel no lugar de Barcos criou uma alternativa mais móvel na última linha de ataque. Foi o próprio centroavante, aliás, que arriscou um chute de muito perigo que raspou a trave de Diego Alves.

A equipe visitante voltou a crescer bastante na partida, sendo novamente eficiente nas suas chegadas aos 32 minutos. Em chute de fora da área feito por Lucas Silva, Thiago Neves desviou no meio do caminho e tirou totalmente o goleiro flamenguista da jogada, 2 a 0 Cruzeiro, placar final.