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Foto: Juan Mabromata/Getty Images

*Por Tiago Emanuel

Precisamente no dia 15 de julho de 2009 tinha fim mais uma disputadíssima edição da Copa Libertadores da América. A honraria maior concedida a uma equipe latina teve seu capítulo final daquele ano escrito no Mineirão, em Belo Horizonte.

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Os postulantes a gravar outra vez o nome na taça eram o Cruzeiro, terceiro colocado no Brasileirão do ano anterior, e o Estudiantes de La Plata, segundo melhor pontuador no Clausura de 2008. Os argentinos, liderados por “La Bruja” Verón sagraram-se campeões na casa do adversário.

E você, lembra dos outros personagens desta disputa mágica? O Futebol Latino te conta quem eram os 22 titulares de cada equipe na partida de volta e mostra onde cada um está hoje.

CRUZEIRO

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Fábio – O goleiro tornou-se lenda viva na equipe mineira. Desde 2005 em definitivo no time, Fábio é o atleta com mais partidas disputadas pelo clube. Após a derrota pela final, venceu com o Cruzeiro dois campeonatos mineiros (2011 e 2014) e dois campeonatos brasileiros (2013 e 2014). Atualmente, o capitão da raposa se recupera de lesão.

Jonathan – O lateral direito cruzeirense na final de 2009 está atualmente no Fluminense. Com 23 anos na oportunidade, jogou por quatro anos na Internazionale de Milão (2011-2015), equipe na qual nunca foi unanimidade na posição. Convenhamos que era covardia disputar posição com Javier Zanetti, mesmo em fim de carreira.

Leonardo Silva – Zagueiro conhecido pela firmeza e pelas jogadas aéreas, Leonardo mudou de ares em BH um ano e meio depois da final. É isso mesmo, Silva foi jogar no Atlético Mineiro, e mais: Foi campeão da América em 2013, ao lado de Ronaldinho, Jô, Tardelli e Bernard. Além disso, venceu três campeonatos mineiros (2012, 2013 e 2015), uma Copa do Brasil (2014), além da Recopa Sul-Americana no mesmo ano.

Thiago Heleno – Ainda garoto, aos 22 anos, o beque mineiro de Sete Lagoas foi titular da zaga cruzeirense. Depois da competição, rodou por Corinthians, Palmeiras, Criciúma e Figueirense, até chegar ao Atlético Paranaense. O único título de expressão do zagueiro foi a Copa do Brasil de 2012 com o Palmeiras, amargando depois o rebaixamento no Brasileirão.

Gerson Magrão – O ala esquerdo daquele time definitivamente não emplacou no futebol de alto nível. Hoje com 31 anos, saiu na sequência da final para o Dinamo de Kiev, da Ucrânia. Passou ainda por Santos, Figueirense e Sporting (POR) e XV de Piracicaba. Atualmente, defende o CRB, na Série B.

Marquinhos Paraná – O volante recifense conquistou o mundo japonês com seu futebol a partir de 2013. Já são 97 jogos pelo Ventforet Kofu, da elite japonesa. Ainda pela equipe de Minas, venceu o mineiro de 2011.

Henrique – O paranaense de 31 anos foi capitão do Cruzeiro contra o Grêmio, na segunda semifinal da Copa do Brasil. Na ausência de Fábio, é a ele que a liderança e a braçadeira são confiadas na Toca da Raposa. O volante ficou dois anos no Santos (2011-2012), mas voltou para o clube no qual ganhou notoriedade. No retorno, venceu dois campeonatos brasileiros em sequência. Recentemente ultrapassou os 300 jogos pelo Cruzeiro.

Ramires – O meio-campista foi o mais bem-sucedido internacionalmente do escrete cruzeirense. Tido como joia em Minas, Ramires foi jogar no Benfica (POR) logo após a final da Libertadores por 7,5 milhões de Euros. O sucesso foi tanto em Lisboa, que o Chelsea (ING) desembolsou 19 milhões de Euros para leva-lo ao Stanford Bridge. Na Europa, conquistou a Liga Sagres com o Benfica, já com os blues a lista é mais extensa: Copa da Inglaterra (2011-12), Champions League (2011-12, perdeu o mundial para o Corinthians), Liga Europa (2012-13), Copa da Liga Inglesa (2014-15) e Premier League (2014-2015). Em janeiro de 2016, rendeu 28 milhões de Euros ao Chelsea, tendo como destino o Jiangsu Suning da China. Pela seleção, venceu a Copa das Confederações, ainda em 2009, além de disputar as Copas do Mundo da África do Sul e do Brasil.

Wagner – O meia canhoto trocou o Cruzeiro pelo Lokomotiv de Moscou ainda em 2009. Foi repassado pelos russos ao Gaziantepspor da Turquia. Em 2012, retornou ao Brasil para três bons anos pelo Fluminense, ganhando o Campeonato Carioca e o Brasileirão logo no primeiro ano. No meio de 2015, trocou o Rio pelas belas cifras do Tianjin Teda, da elite chinesa, clube o qual rescindiu seu contrato na última semana. As especulações mais intensas ligam o nome de Wagner ao Corinthians.

Wellington Paulista – Marcado por seu estilo trombador, o avante azul na final de 2009 vestiu sete camisas diferentes desde o fatídico jogo: Palmeiras, West Ham (ING), Criciúma, Internacional, Coritiba, Fluminense e atualmente milita na Ponte Preta. O tradicional camisa nove conseguiu apenas vencer dois estaduais, por Cruzeiro (2011) e Inter (2014).

Kléber Gladiador – Provavelmente o mais temperamental dentre seus companheiros, Kléber sempre envolveu-se em confusões e não mais demonstrou o futebol daquela temporada no Cruzeiro. No Palmeiras, durante 2010 e 2011, voltou a alegrar os palestrinos, mas chamando a atenção pelo extra-campo. Em 2012 chegou ao Grêmio com status de ídolo, sendo apresentado como o Gladiador da Arena gremista. O avante não fez jus ao salário de 500 mil reais e acabou emprestado ao Vasco em 2014. No ano seguinte chegou ao Coritiba, e lá está. Curiosamente, seu último título por clubes foi o mineiro de 2009, ainda pelo Cruzeiro.

ESTUDIANTES

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Mariano Andujar – O goleiro obteve um recorde de 800 minutos sem levar gols naquela competição. O arqueiro argentino na ocasião disputou todas as competições internacionais pela seleção argentina desde 2010. Entre Copas do Mundo (2010 e 2014) e da América (2011, 2015 e 2016), o atleta foi e voltou para La Plata. Vendido ao Catania depois da Libertadores, voltou por empréstimo em 2012. Após uma temporada no Napoli (venceu a Supercopa Italiana em 2014), Andujar voltou ao Estudiantes em 2015.

Cristian Cellay – Lateral direito na final de 2009, Cellay também voltou ao Estudiantes depois de deixar a equipe. O Boca Juniors foi o destino do Samurai. Em 2014, já com 32 anos, foi se aventurar no Rangers do Chile e no ano seguinte jogou no Mushuc Runa do Equador. Neste ano, atuou pelo Gimnasia de Jujuy em seu país natal.

Rolando Schiavi – O gigante de 1,90 este no grupo do Grêmio que disputou a final da Libertadores de 2007 e levou sonoros 5 x 0 do Boca Juniors no placar agregado. Schiavi jogou a Copa Libertadores emprestado pelo Newell’s. Pelo time de Rosario disputou mais de 200 partidas. Jogou ainda pelo Boca na conquista corintiana da Libertadores em 2012 e pelo Shanghai Shenhua antes de se aposentar no pequeno Rivadavia em 2014.

Leandro Desábato – Sempre lembrado pelo torcedor são-paulino por conta do incidente de racismo contra o atacante Grafite. El Chavo venceu o Apertura de 2010 com o Estudiantes, equipe na qual joga até hoje, aos 37 anos.

Germán Ré – Companheiro e campeão com Desábato e Verón em 2009 e 2010, o lateral esquerdo militou em La Plata até 2014. Jogou uma temporada pelo Atlético Rafaela, e agora no fim de carreira, passa suas últimas partidas no Chacarita Juniors da segunda divisão.

Enzo Pérez – Um dos atletas mais jovens do Estudiantes naquela temporada, com 23 anos, o volante argentino ganhou notoriedade em seu país, chamando a atenção do Benfica em 2012. Os lusos, que no “compra e vende” não são nada portugueses, pagaram 5,5 milhões de Euros ao Estudiantes, viram Pérez jogar bem e melhorar sua saída para o jogo e depois o venderam ao Valencia por 25 milhões de Euros. Tamanha notoriedade levou Enzo à Copa do Mundo no Brasil em 2014.

Rodrigo Braña – O companheiro de Pérez é conhecido pelos Hermanos como um marcador combativo. A altura de 1,68 não o facilita na jogada aérea, mas por baixo era difícil passar por “el Chapu”. Em 2013, Braña trocou o La Plata pelo Quilmes, onde disputou três temporadas. Em 2016, com 37 anos, retornou ao Estudiantes.

Juan Sebastián “La Brujita” Verón – O mito. Atual presidente do Estudiantes (desde 2014 no cargo), Verón orquestrava a meia cancha do Estudiantes em 2009. O maestro também foi referência para o clube nos anos seguintes, mesmo com a idade avançando. Um dos maiores ídolos na seleção portenha, Verón disputou sua última competição internacional em 2010 na África do Sul. Quase trezentos jogos depois, certamente não haveria melhor presidente para o Estudiantes que La Bruja.

Leandro Benítez – O companheiro de Verón na meia rodou por Quilmes, Boca Unidos, Guaraní Antonio Franco e Club Everton, todos argentinos. El Chino foi importante para Los Pincharratas até 2013, disputando outras competições internacionais. O atleta nunca chegou à seleção argentina.

Gastón “Gata” Fernández – Com 25 anos na final de 2009, o avante argentino foi responsável pelo gol de empate contra o Cruzeiro. Fernández ainda era essencial por sua mobilidade no ataque, facilitando a vida de Verón. Gata jogou um ano no Tigres do México logo depois da final e retornou à La Plata por 5 temporadas (2010-2014). Jogou um ano pelo Portland Timbers, voltou por um ano para o Estudiantes e agora veste a 10 na Universidad de Chile.

Mauro Boselli – Centroavante clássico, Boselli precisou rodar por alguns clubes até encontrar seu ápice em 2013, pelo León do México. Como acontece a vários campeões continentais, Mauro chamou a atenção europeia. Rodou sem efetividade por Wigan, Genoa e Palermo até chegar na Liga MX. Ídolo na terra do Chaves, Boselli anotou 79 gols em 123 pelo León ao longo de 4 temporadas. Foi artilheiro da Liga MX em 2014 e 2015, além de vencer o Apertura de 2013 e o Clausura de 2014.