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Foto: La Nación

A noite da última terça-feira entrou para a história do Atlético Tucumán. Após inúmeros problemas de logística, o modesto clube argentino conseguiu chegar até a cidade de Quito, capital do Equador, despachou o El Nacional e garantiu vaga na terceira fase da Libertadores.

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Apesar de todo o folclore de chegar em cima da hora, conquistar um fato épico com todas as adversidades, precisamos colocar a cabeça no lugar e pensar racionalmente sobre o fato. Será que um torneio levado a sério deixaria o time entrar em campo com a camisa da seleção sub-20?

A nova diretoria da Conmebol, comandada por Alejandro Domínguez, resolveu mudar o formato da Libertadores, fortalecer as equipes da América, calendário e outras coisas, mas ele só esqueceu de uma coisa: profissionalizar.

Imaginem uma final de Libertadores, aonde o Tucumán chegue ao estádio com 1h30 de atraso, entre em campo com uniforme alternativo e conquiste o título. Para o torcedor argentino e aqueles que vibram com o amadorismo só pelo fato do “futebol respirar” seria ótimo. Por outro lado, no ponto de vista comercial seria uma péssima imagem.

A Libertadores precisa mudar por dentro e por fora. Os anos são outros, o futebol evoluiu, novas arenas surgiram e trouxeram novas facilidades aos envolvidos com o esporte. Não podemos deixar que o amadorismo ainda impere dentro da nossa maior competição de clubes do continente.