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Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, o San Lorenzo encara a Chapecoense, na Arena Chapecó, em Santa Catarina, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. O jogo pode colocar o time argentino em mais uma decisão continental, mas além disso, o técnico Diego Aguirre poderá se vingar do futebol brasileiro.

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O uruguaio surgiu para o futebol mundial em 2011, quando colocou o Peñarol na decisão da Libertadores da América e foi derrotado para o Santos de Neymar e PH Ganso. Na época, o comandante alcançou um status muito grande na América e se aventurou pelo futebol nos Emirados Árabes.

No Brasil, sempre que algum clube ficava sem técnico, o nome de Diego Aguirre era cogitado. Em 2015, depois de muita especulação, o uruguaio enfim acertou com um time tupiniquim e veio para o Internacional. No período em que ficou no comando do Colorado, ele conquistou o Campeonato Gaúcho e foi eliminado da Libertadores contra o Tigres, do México, na semifinal.

Em agosto do ano passado, o treinador foi demitido e uma das alegações para a sua saída foi a estratégia de não repetir a escalação. No total, Aguirre ficou à frente do clube em 48 jogos, com 24 vitórias, 15 empates, 9 derrotas e um aproveitamento de 60,4%.

Cerca de quatro meses depois, o Atlético-MG apostou no treinador uruguaio para levar um time recheado de estrelas até o topo da América do Sul. Apesar da grande expectativa, Diego Aguirre sofreu com as críticas da torcida e na estreia de Robinho, no Independência, o comandante foi xingado de burro pela massa mineira.

A medida que o tempo passava, a torcida deixava clara a sua insatisfação com o técnico. No Campeonato Mineiro, ele até levou o Galo para a decisão, mas sucumbiu diante do América-MG e ficou com o vice.

A diretoria então apostou suas fichas na Libertadores, porém, o Atlético-MG não conseguiu desenvolver o melhor futebol e caiu no Horto para o São Paulo. No dia seguinte a eliminação, os dirigentes entraram em acordo com Diego Aguirre e o uruguaio encerrava mais uma passagem frustrante no futebol brasileiro.

Agora, no comando do San Lorenzo, ele espera colocar seu time em mais uma decisão continental e mostrar para as diretorias do Internacional e Atlético-MG, que foi um erro a sua demissão e caso o trabalho continuasse, o treinador poderia colocar as duas equipes em outro patamar.