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Foto: Divulgação/Conmebol

Em meio a diversas iniciativas e capitaneando juridicamente uma modificação na maneira que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) trata os casos de corrupção, a diretora jurídica da entidade, Montserrat Jiménez, pode daqui a um tempo estar do outro lado da questão.

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Segundo informações que balançaram a imprensa argentina nessa sexta-feira (28) veiculadas pelo portal local Ambito.com, vinte clubes que pertencem a divisão de acesso do futebol do país, temendo a implementação de manobras no mínimo suspeitas tanto por parte de Jiménez com também por Primo Corvaro, agente enviado pela FIFA para regularizar o conturbado momento político da Associação do Futebol Argentino, entraram com um pedido de investigação firmado em uma carta destinada ao Tribunal Disciplinar da AFA.

O principal apontamento feito por essas equipes que não tiveram os seus nomes revelados pelo veículo argentino é de que tanto Corvaro como Jiménez estariam ameaçando dirigentes da AFA com sanções pesadas ou até a desafiliação junto a FIFA, situação que vai contra Códigos Disciplinares e também de Ética referente ao trabalho desses agentes.

Monserrat e Primo também tiveram a investigação de outro ato solicitada por esses clubes referente a formatação e realização da Comissão Normalizadora, órgão que fará a transição de poderes até que o estatuto da entidade máxima do futebol argentino seja revisado e aprovado pela própria FIFA, demanda que está justamente sob responsabilidade dos acusados.

Além de classificarem como “pouco transparentes” as eleições da comissão, existe também a informação de que os dois possíveis objetos de investigação pelo Tribunal Disciplinar da AFA deixariam de realizar os trâmites finais de aprovação do estatuto e, com isso, forçosamente manteriam a Comissão Normalizadora como o maior poder administrativo do futebol nacional.