Brasil-Uruguai-Sul-Americano-Sub-20-1-Futebol-Latino-04-02
Foto: Divulgação/Conmebol

O duelo entre Brasil e Uruguai pela quarta rodada do Sul-Americano Sub-20 teve intensa emoção principalmente nos minutos finais do segundo tempo. E, entre abertura de vantagem, empate sofrido e gol nos acréscimos, Pablo García definiu o placar de 3 a 2 para os uruguaios.

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Agora, o Brasil continua na última posição do hexagonal com um ponto e, além de praticamente não ter mais chances de título, corre sério risco de não ficar com uma das quatro vagas para o Mundial da categoria. Enquanto isso, a Celeste pula para a liderança provisória do torneio com sete pontos, três a mais do que a Venezuela, que ainda entra em campo nessa segunda-feira (4).

Primeiro tempo

Claramente acometida de bastante tensão, a Seleção demonstrava mais perigo quando tinha a bola nos pés (algo que acontecia em grande parte do tempo) do que nas situações em que a Celeste tentava formular lances de ataque.

Mesmo assim, as jogadas de real criatividade demoravam a acontecer principalmente pela questão dos seguidos erros de passe no momento de definir a melhor opção para finalizar.

Um caso evidente dessa situação foi o lance aos oito minutos onde Jonas Toró roubou a bola da marcação já no campo de ataque e saiu em disparada para ficar frente a frente com o goleiro Renzo Rodríguez. Na hora de chutar, ele preferiu tocar lateralmente para a entrada de Igor Gomes que, marcado, foi interceptado.

Apostando na maneira de jogar baseada nos contra-ataques em falhas de marcação do sistema defensivo brasileiro, os uruguaios só conseguiram elaborar algo de mais interessante aos 40 minutos. Depois de cruzamento vindo do lado esquerdo do ataque desviado por Thuler, Facundo Batista dominou e bateu forte por sobre a meta do goleiro Phelipe.

Antes do intervalo, no último lance da primeira etapa, a chance mais clara por parte dos charruas não foi convertida pelo atacante Nicolás Schiappacasse. Após bela triangulação onde o camisa 10 do Uruguai apareceu sozinho e pronto para finalizar, Phelipe precisou aparecer de maneira fundamental para defender com o pé direito.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, o volume da Seleção diminuiu e os uruguaios começaram a se encontrar principalmente pelos lados do campo, ficando cada vez mais a vontade no confronto. E, na bola parada, o primeiro zero saiu do marcador a favor da Celeste. Com 13 minutos, Schiappacasse cobrou muito bem falta que Phelipe espalmou e viu a bola bater no travessão. No rebote, Emiliano Gomez só teve o trabalho de tocar para o gol vazio.

Ainda mais desesperado, o Brasil se lançou ainda mais para o ataque e ficou exposto exatamente para aquilo que os comandados de Fabián Coito estavam procurando: As jogadas de contra-ataque.

E foi nessa estratégia que o Uruguai aumentou sua vantagem quando Schiappacasse, aos 20 minutos, partiu pra cima da marcação e acabou sendo derrubado dentro da grande área por Thuler, pênalti marcado pelo árbitro peruano Diego Haro. O próprio 10 charrua, sem tomar muita distância, bateu forte e fez 2 a 0.

O golpe parecia ter sido o derradeiro em uma equipe brasileira pouco inspirada. Contudo, a equipe de Carlos Amadeu ganhou sobrevida quando, três minutos depois, Marcos Antônio acertou lindo lançamento em velocidade para Lincoln observar bem a saída de Rodríguez e marcar o primeiro do Brasil no jogo.

Mesmo sem merecer no aspecto técnico, os brasileiros apelaram para a questão da dedicação e povoar o sistema ofensivo diante de um recuado Uruguai. As tentativas, apesar de desorganizadas, acabaram dando resultado com Emerson fazendo o cruzamento rasteiro e, no rebote da defesa adversária, Luan Cândido acertando um belo chute rasteiro no extremo canto esquerdo de Renzo Rodríguez.

O duelo entrou em sua reta final com o Uruguai sendo mais ativo no ataque e conseguindo “acuar” uma espantada Seleção. O resultado? Pablo García com liberdade para dominar a bola na intermediária e chutar forte, de fora da área, sem qualquer chance de defesa para Phelipe, 3 a 2.