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Foto: Divulgação/Conmebol

Ao contrário do Uruguai, o Equador não desperdiçou a oportunidade de ultrapassar a Argentina na ponta da classificação do Sul-Americano Sub-20 ao vencer a Venezuela por 3 a 0 com dois tentos do artilheiro Leonardo Campana e um de Daniel Segura.

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Agora, a Tri fica na torcida para que o Brasil supere a Argentina para comemorar o primeiro troféu da categoria na sua história. Por outro lado, a Venezuela, apesar do começo positivo na competição, fica fora da zona de classificação para o Mundial Sub-20.

Primeiro tempo

O Equador começou sabendo muito bem o que queria na partida ao ponto de, com um minuto de jogo, Gonzalo Plata dar uma caneta no lateral-esquerdo Riki Mangana e ser puxado dentro da área, pênalti marcado. Na batida, o artilheiro Leonardo Campana mostrou seu faro de gol e bateu bem para abrir a conta favorável a Tri.

Passado o momento de maior tensão e nervosismo da Vinotinto, foi possível igualar as ações da partida tanto na questão da marcação como também na organização necessária para criar suas oportunidades no ataque. Oportunidades essas que, em suma, vieram de erros consideráveis de seu adversário.

Em um desses erros, Jordan Rezabala tocou errado e, na recuperação a frente, Junior Paredes teve liberdade pra ajeitar o corpo e chutar, mas pegou muito embaixo da bola e mandou sobre o travessão do goleiro Wellington Ramírez.

A partida seguia bastante parelha, mas um lance onde o camisa 9 do Equador mostrou todo seu recurso técnico e fez a alegria do torcedor no Chile.

Aos 31 minutos, Gustavo Vallencilla saiu em disparada para o ataque e cruzou para Campana, depois de concluir sem sucesso na primeira, acertou praticamente deitado um chute que tirou o goleiro Carlos Olses do lance e colocou no placar o 2 a 0 da Tri.

Segundo tempo

Da mesma forma que na etapa inicial, o Equador começou mais atento a segunda parte do confronto chegando rapidamente com perigo no ataque. Depois de rebote em chute defendido por Olses, Rezabala antecipou a marcação venezuelana e rolou para Campana que, com chute que passou muito perto da meta, quase fez o terceiro dele e da Tri no jogo.

Porém, a partir daí quem “deu as cartas” em relação a fazer pressão e buscar o jogo foi a Venezuela. Em parte trabalhando as jogadas e em parte na base da empolgação também, o time de Rafael Dudamel até conseguia se aproximar do gol adversário, mas deixava claro seu nervosismo e ansiedade errando constantemente as finalizações.

O quadro de blitz ficou ainda mais crítico quando o volante equatoriano Sergio Quintero, tomando o segundo amarelo, deixou a equipe em vantagem no marcador com um a menos aos 22 minutos.

Mesmo em desvantagem, os equatorianos conseguiram uma rara escapada no domínio consciente de Campana e no toque melhor ainda para o meia Alexander Alvarado. Frente a frente com Carlos Olses, o camisa 11 até conseguiu deslocar o arqueiro com uma cavadinha, mas a bola foi lenta em direção ao gol e deu tempo para Makoun tirar quase em cima da linha e deixar a Venezuela “viva” na partida.

Para sacramentar o resultado, já com uma Vinotinto bastante cansada, o atacante Daniel Segura que havia acabado de entrar no jogo partiu em velocidade pra cima da marcação e bateu no canto de Olses para fechar a conta no estádio El Teniente.