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Foto: Cathrin Mueller - FIFA/FIFA via Getty Images

Pode parecer estranho, mas, apesar dos Estados Unidos não ter tido dificuldade para fazer 3 a 0 sobre o Chile nesse domingo (16) pela Copa do Mundo Feminina, em muito o placar “estacionou” aí por atuação brilhante da arqueira chilena Christiane Endler.

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Com o marcador, as norte-americanas praticamente asseguram um posto nas oitavas de final tanto pelos seis pontos no Grupo F como pelo incrível saldo de 16 tentos positivos. Por sua vez, com duas derrotas, as chilenas ficam em terceiro lugar com saldo – 5.

Primeiro tempo

Desde o primeiro minuto com marcação extremamente agressiva e praticamente sem dar espaço as chilenas para ter ao menos a posse de bola ofensiva, o domínio norte-americano foi latente e o primeiro tento não demorou a aparecer. Após corte de cabeça feito pela lateral-direita Su Helen Galaz, Carli Lloyd pegou o rebote de primeira com a perna esquerda e mandou sem qualquer chance de defesa mesmo para a excelente goleira Christiane Endler.

Com 22 minutos, o time sul-americano teve sua primeira chegada mais aguda ao plano de ataque quando, em batida de falta, a zagueira Carla Guerrero disputou bola com a goleira norte-americana Alyssa Naeher e ela acabou entrando. Porém, a arbitragem marcou impedimento da defensora do Chile.

Sem conseguir quebrar com maior facilidade a linha chilena por baixo, a bola aérea passou a ser letal por parte dos EUA. Aos 26, Julie Ertz ganhou na disputa pelo alto para fazer o segundo e Carli Lloyd, aos 35, também se valeu desse artifício com o adendo do posicionamento e estatura superior a equipe sul-americana para marcar o terceiro.

Segundo tempo

Com a repetição da dinâmica onde os Estados Unidos mandavam na partida e a equipe do Chile lutava muito mais para evitar a presença ofensiva norte-americana do que propriamente pensar na diminuição do prejuízo, quem apareceu em extremo destaque foi a arqueira Endler.

Tanto em finalização de Lloyd como em chute frontal de Lindsey Horan além da cabeçada milimétrica de Christen Press, a camisa 1 que atua no PSG (França) fez intervenções sensacionais que foram determinantes para, pelo menos até os 35 minutos, evitar a dilatação do marcador justamente no estádio em que está acostumada a atuar, o Parque dos Príncipes.

O US Team ainda teve uma ótima chance de aumentar a dianteira quando a arbitragem, usando o recurso do VAR, marcou penalidade onde Lloyd foi para a batida. Todavia, a camisa 10 exagerou em tentar tirar de Endler e, apesar de forte e rasteira, a bola passou ao lado da trave direita da meta.