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Foto: Arte Futebol Latino

O desempenho do Everton estava longe de ser brilhante na parte técnica, mas certamente não deixou a desejar na parte da dedicação. Porém, isso por si só foi suficiente apenas para vencer o Caracas por 1 a 0 em Barquisimeto, no estado venezuelano de Lara pela Copa Sul-Americana, resultado que eliminou os visitantes.

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Os 20 minutos iniciais foram “protocolares” em relação a um comportamento bem comedido por parte do Caracas, muito mais preocupado em não tomar gols do que propriamente aumentar a dianteira.

Percebendo o comportamento dos donos da casa, o Everton tomou mais coragem e assumiu o controle da posse de bola. Situação que não resolveu muita coisa para quem estava necessitado de ir atrás da desvantagem, já que faltavam os acertos ofensivos necessários.

A melhor oportunidade dos chilenos surgiu aos 28 minutos após cruzamento na grande área que foi parcialmente cortado pela zaga anfitriã. Na sobra, a bola ficou a mercê da finalização do meio-campista Iván Ochoa que não abriu a contagem em Barquisimeto graças a uma grande intervenção de Christian Flores.

Pelo lado dos Demonios Rojos, quem foi capaz de levar mais perigo foi o meio-campista Bernardo Añor em cobrança de escanteio. Aos 41, o também camisa 5, porém dessa vez do Caracas, testou firme e viu a bola bater na trave esquerda de um quase sem-reação Leonardo Figueroa.

O início do tempo complementar mostrou o mesmo panorama do final da primeira etapa, com o Everton tentando e conseguindo ser mais dominante ao menos no aspecto da posse de bola. Entretanto, para levar perigo ao gol de Flores, faltava acertar o pé.

Contudo, aos 18 minutos, a chance de reverter a desvantagem começou a se tornar mais palpável. Em levantamento vindo do lado direito da área feito por Juan Cuevas, Álvaro Madrid (que entrou no segundo tempo) cabeceou forte o suficiente para encobrir Christian Flores e abrir o placar no Metropolitano de Lara.

Os venezuelanos, visivelmente preocupados com o crescimento da equipe de Viña del Mar, procuraram serem mais presentes no ataque visando se aproveitar da empolgação visitante e, obviamente, encontrar mais espaços na defesa adversária. Porém, a estratégia não foi muito funcional.

Quem seguiu mais perto de ser bem sucedido por estar mais próximo ao gol adversário era o Everton. Entretanto, não houve criatividade e eficiência o suficiente para mudar a vaga das mãos do Caracas.