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Foto: Getty Images

Na noite deste domingo acontecem as partidas de volta das semifinais de conferência da MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos. A competição é muito mais do que um rostinho bonito, que paga bons salários, gera receitas esplendorosas e atrai público: a competitividade e categoria norte-americana no esporte cresce a cada competição.

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Desde a Copa do Mundo de 1994 em solo yankee, a paixão dos locais pelo esporte tem crescido de maneira contundente. No início, os americanos tentaram copiar regras e formatos de outros esportes locais, a fim de aproximar o público. Na final da conferência oeste de 1996, por exemplo, o Galaxy venceu o Kansas Wiz nas penalidades. Tudo normal, se os atletas não saíssem correndo com a bola para depois concluir, como os jogadores de hóquei da NHL. (vídeo https://www.facebook.com/MLS/videos/10154634260658887/?pnref=story )

Aos poucos, a coisa foi se aprimorando e aproximando o esporte dos padrões europeus. Em 2007, Beckham vai para o LA Galaxy e significa uma guinada técnica na competição. Mais investimentos, melhores salários-base (quando teremos no Brasil?) inclusive para atletas da equipe reserva. Para ter-se uma ideia, um jogador considerado da equipe de reservas não pode receber menos que 51 mil dólares, e há planos de reajuste anual deste piso.

Controle financeiro, esporte gerido por profissionais capacitados e capazes de gerar lucro e público. A liga é a sexta do mundo em espectadores e seu lucro é maior que R$1 bilhão desde 2012. Craques e mais craques foram atraídos como designated players (salários mais elevados). E eles deixaram de ser pré-aposentados, como Henry, Nesta e Marco Di Vaio. Americanos como Donovan, não precisavam mais deixar o país para jogar na Europa, pois a América já tinha um nível futebolístico aceitável; o italiano Giovinco é outro exemplo, em seu caso, de atletas estrangeiros que chegaram com muita lenha para queimar.

O crescimento do futebol também se expressa na seleção nacional. Desde a criação da MLS em 1996, época em que o país tinha apenas um título da CONCACAF Gold Cup, os norte-americanos venceram quatro edições (2002, 2005, 2007 e 2013), passando a ser o segundo maior campeão, atrás do México. A campanha na Copa das Confederações de 2009, que terminou em vice-campeonato após derrota para o Brasil, pode ser lembrada como exemplo do crescimento americano. E mais, dos atletas selecionáveis pelos Estados Unidos, boa parte joga a liga local, casos do ídolo Bradley e do atacante Altidore.

Percebeu como o futebol na terra do Tio Sam não se limita a números e boa administração? Pois trate de acompanhar as finais da MLS!

Acompanhe abaixo, os confrontos pelas semifinais:

-New York Red Bulls x Montreal Impact (placar agregado 0x1) – Red Bull Arena, NY – transmissão na ESPN+ às 19:00

-New York City x Toronto FC (placar agregado 0x2) – Yankee Stadium, NY – transmissão no Sportv2 às 21:40

-FC Dallas x Seattle Sounders (placar agregado 0x3) – Toyota Stadium, TX – transmissão no Sportv2 à 00:20

-Colorado Rapids x Los Angeles Galaxy (placar agregado 0x1) – Dick’s Sporting Goods Park, CO – sem televisionamento para o Brasil