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Foto: Divulgação/Facebook Deportivo Quito

O ano da equipe do Deportivo Quito tem sido desastroso com problemas e mais problemas financeiros que conseguiram deteriorar o clube a tal ponto que a Federação Equatoriana de Futebol, no último mês de setembro, rebaixou a equipe da segunda para a terceira divisão do Equador por falta de pagamento de funcionários e atletas.

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E, para tentar minimizar as perdas do aspecto financeiro, alguns atletas ainda vinculados a equipe, porém sem poderem atuar mais em 2016 pelo descenso dos Militares, três jogadores do elenco estão trabalhando em uma nova fonte de renda: O comércio de roupas.

A rotina do goleiro Carlos Espinosa, o zagueiro Eddie Guevara e o lateral-esquerdo Javier Hinostroza é formada por treinamentos sem qualquer tipo de remuneração usando o Complexo de Carcelén para manter a forma física, viagens a Colômbia para compra de peças de roupa ou até mesmo a dependência de amigos que viajem para os Estados Unidos e comprem a matéria-prima mais barato visando a revenda em Quito e outras localidades próximas.

Em declarações dadas ao jornal equatoriano El Comércio, o arqueiro do time capitalino, apesar da situação delicada que vive o clube, prefere não demonstrar nenhum tipo de arrependimento em ter assumido o compromisso nessa temporada de vir ao Deportivo Quito:

“Na vida não podemos nos arrepender. Quando vim a Quito pensei que ia jogar o ano todo. Agora tento me manter em forma para voltar a jogar em 2017.”

Cerca de 28 jogadores entre profissionais e juvenis seguem utilizando as instalações do clube sem saberem se permanecerão para 2017 e disputar a terceirona com a equipe do Equador ou receberão alguma oportunidade em outro clube.