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Foto: Conmebol/Divulgação

Já com problemas na justiça em função de acusações com culpa assumida no caso FIFAgate, o nome do ex-presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, é mais uma vez citado em investigação de atos criminosos.

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Dessa vez, a situação envolve a larga investigação iniciada principalmente pelo famoso jornal alemão Süddeutsche Zeitung em parceria com o Consórcio Interacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que foi batizada de Paradise Papers (Papéis do Paraíso, em tradução livre).

O principal enfoque dessa investigação é conhecer as pessoas que se aproveitam dos países considerados como “paraísos fiscais” para atos ilícitos, guardar dinheiro proveniente de propinas ou mesmo se livrar de impostos e deduções fiscais mais “pesadas” de seus respectivos países.

Em relação ao ex-mandatário da Confederação Sul-Americana de Futebol, foi descoberta a abertura de uma empresa off-shore de nome Napfors Holdings Limited. A companhia em questão tinha sede em Assunção e tinha seu nome em homenagem as iniciais de Napout e do sobrenome Forster de sua esposa, Ruth Karin Forster de Napout.

De acordo com o que foi apurado pelo grande veículo de comunicação do Paraguai, o ABC Color, dá conta de que o ano de abertura da empresa coincide com o até hoje pouco esclarecido por Napout recebimento de 15,9 milhões de dólares (mais de R$ 52 milhões).

Na oportunidade, o cartola que também foi presidente da Associação Paraguaia de Futebol (APF) argumentou que o dinheiro provinha de incentivo pelo fato da seleção paraguaia ter chegado aos oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. Entretanto, a quantia jamais foi contabilizada como recebida no balanço da APF.