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Foto: Rodrigo Buendia/AFP

Em meio a uma verdadeira “guerra” de força, pesou o desejo de quem possui efetivamente a direção da Federação Equatoriana de Futebol (FEF) em relação a permanência ou não do técnico Gustavo Quinteros a frente da seleção local.

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Se fazendo ouvir através de um comunicado oficial, a entidade máxima do futebol no Equador informou que Jorge Célico, ex-técnico da Universidad Católica de Quito e contratado inicialmente para dirigir a base do Equador, é o novo treinador da equipe principal.

Além de informar sobre a decisão em mudar o comandante do selecionado equatoriano, a FEF ainda fez críticas duras a Quinteros principalmente por uma conversa que vazou a público onde o agora ex-treinador da Tri chegou a afirmar que “essa gente não merece classificar ao Mundial.”

Apesar de considerar as palavras fortes perante a direção, o informativo justifica o fato de Gustavo não ter cumprido a meta imposta de vencer os últimos três jogos para se garantir na Copa do ano de vem, meta imposta a si mesmo pelo próprio profissional, como elemento decisivo para a sua não-continuidade no cargo.

Confira o comunicado na íntegra:

“Diante das declarações do técnico Quinteros ignorando o chamado da atual direção da Federação Equatoriana de Futebol e do seu presidente, Carlos Villacis, o qual apelou a sua sensibilidade para que nos deixe livres para seguir adiante na troca que se impõe a Seleção, depois de não cumprir com a meta que ele mesmo fixou – ganhar três das três partidas restantes para não depender de outros resultados na classificação ao Mundial da Rússia em 2018 – e, em conhecimento do informativo da Comissão de Seleções, decide-se comunicar ao país o seguinte:

1- Lamentar e condenar que o técnico Gustavo Quinteros reitere seu afã de dirigir a seleção nas duas partidas finais das Eliminatórias quando o atual presidente da FEF e a sua direção anunciaram sua vontade de começar, desde já, de começar a transição e renovação que exigem as circunstâncias da Seleção Equatoriana de Futebol.

2- Empossar como técnico da Seleção Principal para as duas partidas finais dessas Eliminatórias o professor Jorge Célico, diretor das divisões de formação.

3- Recordar que essa direção preferiu minimizar a importância da conversa que virou pública de Quinteros realizada meses atrás, quando opinou desrespeitosamente que “essa gente não merece classificar ao Mundial.” Colocamos o interesse superior da continuidade em um processo que tinha na época possibilidades claras em lugar de exigir retificações e desculpas que jamais vieram.

O futebol acima das diferenças pessoais! Essa atitude não foi valorada, entendida ou respeitada.

4- Apelar a todas as lições deixadas por essas Eliminatórias para aplicá-las desde já nesse processo de renovação, sem pessoas e contratos que estivemos obrigados a respeitar.

5- Se valer de todos os posicionamentos positivos do futebol equatoriano e suas válidas preocupações e sugestões para a construção de uma seleção principal que satisfaça as expectativas de todo o país.