Para uns, aos 17, 18 anos de idade a realidade do futebol europeu já aparece em suas vidas, seja para maiores ou menores centros. Esse não foi o caso do meia brasileiro Jefferson, chegando ao Gazisehir (Turquia) já com 23 anos, algo que de forma alguma o incomoda.

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Isso porque, antes disso, ele conseguiu construir uma bonita história no Figueirense (clube que nutre grande carinho) da mesma forma que obteve no Fortaleza apesar do curto tempo. Para ambos, o desejo é de sucesso na Série B do Brasileirão com os objetivos plausíveis de momento: Título do Tricolor do Pici e acesso do Figueira.

Aliás, história essa que ele quer também estruturar no Velho Continente e, no que depender do espelho, o caminho dele está muito bem traçado: Luka Modric, meia croata que é atualmente o melhor jogador do mundo eleito pelo prêmio The Best, da FIFA.

Confira a entrevista exclusiva do Futebol Latino com Jefferson:

FL- Você saiu do país com 23 anos de idade, fugindo um pouco da tendência de cada vez mais os atletas irem mais cedo para fora do Brasil. Acha que, se tivesse ido antes, teria sido melhor ou sente que estava melhor preparado agora para dar esse passo?

Acho que aconteceu no momento certo. Eu passei por muitas coisas no Brasil que hoje me dão um alicerce forte. Ainda tenho muito a aprender e evoluir, mas sem dúvida estou mais preparado hoje do que há um ou dois anos atrás para viver o que estou vivendo hoje.

FL- O que você já consegue perceber que esse breve período na Turquia tem acrescentado as suas características e conhecimento em geral sobre futebol?

Acho que tenho evoluído bastante desde que cheguei aqui. Cada vez mais vejo a importância de ser um jogador agressivo, no bom sentido, sem a bola e principalmente com a bola.

FL- Por ter sido tão importante no primeiro semestre do ano passado, já sente que a pressão ou o nível de marcação e atenção dos adversários com você aumentou?

Isso é normal do futebol. Com boas atuações a expectativa aumenta e com isso a pressão também. Acredito que os jogos desse ano vão ser mais difíceis. Fizemos uma boa campanha ano passado, todo time quer uma vitória contra a gente. Eu vejo isso com bons olhos, ganhamos mais confiança.

FL- Na questão da adaptação, quem foi mais importante no processo: Os jogadores, sua família, empresários?

Eu tive uma adaptação excelente. Vivi um primeiro semestre incrível, ainda sinto por não termos sido coroados com o acesso. Acho que foi o equilíbrio de tudo, minha família dando muita força e apoiando incondicionalmente, o trabalho dos meus empresários, receptividade maravilhosa dos jogadores e comissão técnica e a minha esposa, sempre do meu lado. Se Deus quiser vamos plantar e colher coisas boas novamente nessa temporada.

FL- Por ter passado boa parte da sua vida no Figueirense, você diria que é o clube pelo qual você mais torce?

Foram 5 anos de Figueira. Torço muito pelo clube. Vou ser sempre grato por tudo que vivi lá. Tenho um carinho especial pelo clube que me projetou.

FL- E o Fortaleza, tem conseguido acompanhar a trajetória da equipe que lidera a Série B?

Estou sempre acompanhando. Tenho um carinho enorme pelo clube e pelos jogadores. Nos jogos que são a tarde no Brasil, acompanho todos. Converso sempre com o Dodô, meia do Fortaleza, que é um amigo muito próximo meu e da minha família. Minha torcida é grande por esse acesso!

FL- Qual é a sua grande referência como jogador e qual você diria que seu estilo mais se assemelha?

Modric é uma grande referência para mim. Nas devidas proporções acho que temos um estilo de jogo parecido.