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O desempenho da Argentina frente ao Iraque em amistoso que ocorreu no estádio Príncipe Faisal bin Fahd em Riade, na Arábia Saudita, foi bem longe do ideal. Porém, mesmo assim, bastou para construir o elástico marcador de 4 a 0 muito pela fragilidade do oponente.

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Agora, a equipe dirigida por Lionel Scaloni se prepara para o grande clássico sul-americano da próxima terça-feira (16) onde, também em território saudita, enfrenta a Seleção Brasileira.

O jogo

Os primeiros minutos foram de pouca ação ofensiva não só dos iraquianos, como já era de se esperar pela inferioridade técnica, mas também dos argentinos que, em tese, teriam de assumir o comando de criação mesmo em se tratando de uma seleção “experimental”, cheia de nomes a serem observados pelo técnico Lionel Scaloni e seu assistente Pablo Aimar.

Isso em nada significava que o selecionado dirigido pelo esloveno Sreko Katanec se limitava a defender-se e dar chutões para o ataque, pelo contrário. O Iraque explorava as pontas da defesa adversária pouco resguardadas por Fabricio Bustos e Marcos Acuña e chegou a acreditar que poderia abrir o placar em Riade, mas, aos 17 minutos, essa esperança se esvaiu.

Após boa jogada em velocidade pelo lado esquerdo, Acuña levantou na área e Lautaro Martínez entrou bem para testar firme, superando o arqueiro Hassam Hachim e fazendo a festa dos locais que visivelmente escolheram torcer para a seleção latina.

Depois disso, o embate caminhou até o final da primeira etapa sem apresentar novos momentos de grande criatividade ou movimentação mais organizada dos dois ataques. Nem mesmo quando a bola caía nos pés de Dybala, atleta que gerava bastante frisson da torcida local por ser a figura de maior fama no 11 inicial da Argentina com a ausência do astro Lionel Messi e de outras figuras mais experientes como Aguero, Di María e Higuaín.

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Foto: Reuters

Segundo tempo

A atitude do time sul-americano já era um pouco diferente logo na volta do segundo tempo. Se não se apresentava com a qualidade de nível mais elevado, ao menos o esforço era mais notável e ele acabou recompensado aos sete minutos com Roberto Pereyra.

Após passe de Dybala, o camisa 7 partiu pra cima da marcação adversária que, dando todo o espaço possível, facilitou a vida do atacante que bateu no extremo canto esquerdo de Hachim, 2 a 0 Argentina.

Mais uma vez, a partida entrou novamente em um ritmo de bastante lentidão e se tornou um pouco mais animada aos torcedores do Grêmio quando, aos 29 minutos, o zagueiro Kannemann entrou no lugar de Bustos. Apesar de não entrar efetivamente na posição de zagueiro, o defensor se saiu bem até mesmo por ser pouco acionado mediante a falta de poder de ataque do Iraque.

Para fechar a conta na Arábia Saudita, em cobrança de escanteio feita por Dybala, Eduardo Salvio desviou na primeira trave e o zagueiro Germán Pezzella completou de cabeça para as redes e Franco Cervi, em jogada individual de velocidade, bateu firme para mais uma vez superar Hassan Hachim.