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Foto: AFP

*Por Rodrigo Sturaro

Faltando quatro rodadas para o final da Eliminatórias para a Copa da Rússia em 2018, a situação da seleção argentina é bastante complicada. Além dos problemas internos na AFA (Associação do Futebol Argentino), Messi não poderá atuar até o final da competição por ter sido suspenso.

Para piorar a situação, o jogador era esperado em Zurique-SUI para se defender da suspensão, mas isso não vai acontecer. Messi afirmou que não poderá comparecer dia 4 de maio na cidade suíça por problemas pessoais. A atitude do capitão argentino frustrou os planos da AFA, que vem se empenhando em reverter a punição de quatro jogos de suspensão aplicada pela FIFA.

A expectativa dos dirigentes argentinos era que a presença de Messi diante do presidente da FIFA, Gianni Infantino, fosse uma demonstração de arrependimento do jogador. Segundo a mídia argentina, já estava alinhavada uma diminuição da suspensão caso isso acontecesse e dessa maneira Messi ficaria fora apenas da partida diante do Uruguai.

O presidente da AFA, Claudio Tapia, esteve na Espanha em abril para convencer Messi a ir para Zurique com o objetivo de amenizar a pena. Tudo estava caminhando bem até a declaração o meia do Barcelona de que não poderia viajar para o encontro. Messi se colocou a disposição para participar da reunião via teleconferência.

O medo dos dirigentes argentinos é que a FIFA encare a decisão de Messi como um ato de rebeldia, já que o atleta ficou muito magoado com a decisão pesada que a entidade tomou contra ele na punição. Entretanto, muitos entendem que a decisão é uma forma do jogador bater de frente com a AFA, pois a relação entre as partes nunca foi das melhores.