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Foto: AFP

*Por Tiago Emanuel – Colaborador do Futebol Latino

Maior nome do futebol argentino, quatro vezes melhor do mundo pela FIFA e capitão: a responsabilidade pesa nos ombros do craque, mas um pouco dela foi aliviada ontem à noite.

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Messi comanda vitória da Argentina contra a Colômbia

Lionel Messi, capitão e ídolo maior da atual seleção argentina, foi muito celebrado por toda a mídia portenha após a goleada por 3×0 sobre a Colômbia. Messi foi maestro pela seleção, como tanto anseiam os hermanos argentinos: um golaço de falta, duas assistências e o comando da equipe, chamando faltas e orquestrando o meio de campo.

O otimismo local foi tanto que os maiores periódicos preferiram celebrar a quinta posição, ao invés de optar pela cautela na análise. O bairrista Olé chamou Leo de Superpoderoso, e destacou a próxima partida contra o Chile, que venceu o Uruguai e impediu que os hermanos cruzassem a linha da repescagem: “Na próxima rodada, em março, [os argentinos] enfrentarão justamente os chilenos, que levaram Messi a renunciar a seleção. Mas Leo voltou. E já sabemos o que acontece quando joga ferido”.

A euforia também tomou conta do La Nación, que afirmou ter visto uma noite fantástica de Messi. Os três gols, segundo o jornal, melhoraram a imagem da equipe de Edgardo Bauza e a colocam de volta no páreo. A cobrança de falta do ídolo argentino foi chamada de magnífica, servindo para aquecer a torcida em San Juan. O coro de louvor a Messi foi completo pelo Clarín, que definiu como perfeita a noite do craque. A atuação também convenceu os cronistas do Clarín, que já pensam na briga pela classificação. Restam seis rodadas nas Eliminatórias Sul-Americanas.

Se Lionel é chamado por muitos de extraterrestre, trazer toda a mídia argentina para o lado da seleção de uma hora para outra só poderia ser tarefa sua. E num momento de tanta inconstância e dúvida para seu trabalho, Bauza deve estar agradecido aos céus por Messi não desistir da Argentina. Afinal, para os argentinos, é do céu que La Pulga vem.