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Foto: Arte Futebol Latino

Muito esforço, marcação, movimentação, mas nada de bola na rede. Foi assim que, no Westpac Stadium, Nova Zelândia e Peru disputaram a primeira partida da repescagem por uma vaga na Copa do Mundo na Rússia e terminaram empatados em 0 a 0.

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O início do embate foi como se esperava com os neozelandeses se concentrando em marcar bastante enquanto a parte da criatividade e busca por espaços no ataque era relegada a equipe peruana mesmo na Oceania.

Entretanto, o primeiro lance de periculosidade para os visitantes acabou vindo aos seis minutos muito mais de uma falha da zaga dos All Whites do que em mérito do Peru.

Em bola que iria ser recuada pelo zagueiro Winston Reid, ele foi “acoçado” por Jefferson Farfán de tamanha forma que o avante sul-americano conseguiu tocar na bola primeiro e, se não fosse o arqueiro Stefan Marinovic tirar em cima da linha, o primeiro gol da partida tinha grandes chances de sair.

A enorme quantidade de erros de passe, forçados ou não, do meio-campo e do ataque da Nova Zelândia praticamente inviabilizava qualquer reação dentro da partida dos anfitriões. Enquanto isso, os peruanos avançavam e se sentiam cada vez mais a vontade mesmo tão distantes de sua terra-natal.

A posse de bola dos neozelandeses melhorou bastante depois dos 20 minutos iniciais e, se não fez com que uma grande pressão de finalizações surgisse, pelo menos fez com que o “abafa” peruano se dissipasse.

No trecho final da primeira etapa, os latinos retomaram um domínio mais substancial do controle da partida, mas, seguindo com ampla dificuldade para furar o bloqueio do “mar branco” a frente da área de Marinovic, o placar não se alterou na etapa inicial.

A volta para o segundo tempo mostrou novamente a partida mais equilibrada, com posse de bola mais balanceada entre os dois lados, porém com nenhuma finalização que realmente fizesse trabalhar Pedro Gallese ou Stefan Marinovic.

O lance que fez pela primeira vez na etapa complementar realmente assustou os donos da casa veio aos 17 minutos justamente na melhor arma dos All Whites, a bola parada. Em cobrança de escanteio, o lateral-direito Aldo Corzo subiu mais alto que todos e testou para uma grande defesa de Marinovic.

Para tentar mexer um pouco na força de ataque, a seleção mandante tentou ainda “arriscar” colocando seu astro Chris Wood em campo mesmo o camisa 9 não estando em suas plenas condições físicas.

Nos minutos finais, o próprio Wood e o jovem Ryan Thomas conseguiram as melhores chances dos neozelandeses com chutes que levaram muito perigo a meta de Gallese, mas ficou realmente no “quase”.

Com esse resultado, um novo empate sem gols em Lima na próxima quarta-feira (15) leva a decisão para a prorrogação e penalidades, se a igualdade persistir. Qualquer vitória simples classifica o ganhador e empate com gols favorece os All Whites pelo critério de desempate do gol fora de casa.

  • Marcelo Oberst-Geburt

    Semana que vem o Peru tem que entrar com tudo pra cima da N. Zelândia kkk