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Foto: Caíque

O quinto revés consecutivo dentro de casa do Vitória custou caro a alguns jogadores. A torcida ficou irada com a derrota por 3 a 2 e elegeu o goleiro Caíque como um dos vilões. Na saída do estádio, o arqueiro não poupou críticas e falou o que estava engasgado na garganta.

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“Não vou falar nada. É difícil falar alguma coisa. Querem comparar meu tamanho, minha envergadura… Não sei se [a falta que originou o gol do Atlético-PR] foi da pequena área, não vi. O juiz marcou a falta, os caras cobraram rápido. O torcedor, um dia, aplaude; um dia critica, depois elogia. Só tenho 20 anos. Vai ser assim na minha vida. Independente disso, sou homem aqui dentro. E não tem idade certa. O dia em que eu errar, vou assumir. Um dia eles vão aplaudir, um dia vão falar. Pergunta ao professor do Sport [Vanderlei Luxemburgo] o que ele falou comigo aqui. Falam da minha envergadura… Mas o ano que vem está aí, e aí o contrato acaba”, falou à Rádio Itapoan.

Além da ira com a torcida, Caíque deixou claro que foi elogiado por outros treinadores e que até Vanderlei Luxemburgo o parabenizou pelas atuações com a camisa do Leão.

“Não sei o que falar. Eles são assim: com a minha altura, falam para sair do gol, dizem que sou arrojado, tenho elogio do Luxemburgo, do treinador do Atlético-PR, que me chamou e conversou comigo. Os caras veem meu tamanho e começam a falar… Uma bola que vem no gol, e a torcida começa a gritar para eu sair. Eu não treino assim. Se estão botando a culpa nas minhas costas, fazer o quê? Quem sou eu para falar? Eu sirvo ao Vitória. Os torcedores vão criticar um dia. No outro vão bater palma, como bateram palma no ano passado já”, concluiu.