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Foto: Divulgação/Conmebol

*Por Mônica Alvernaz

O assunto, que já foi tema de discussão em outras ocasiões, volta à cena mais uma vez com as competições nacionais e continentais entrando na reta final. Em mais de um campeonato, os clubes acabam precisando optar por poupar jogadores em determinadas partidas.

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O assunto acaba trazendo um pouco de polêmica por parte das torcidas envolvidas. Uma parte entende que o desgaste físico é real e que a necessidade de descanso muscular é essencial para o bom desempenho do atleta.

No entanto, quando o lado passional fala mais alto, o torcedor acaba questionando o porquê de não ter determinado jogador, que é preparado fisicamente para o esporte, em alguns jogos. Principalmente, é claro, quando a equipe vem a não conquistar uma vitória na partida em que o atleta esteve ausente.

Fato é que a decisão por parte das diretorias dos clubes brasileiros é deveras complicada e delicada. Priorizar uma determinada competição não é tão simples, visto que cada uma tem sua característica e relevância no cenário do futebol nacional.

Em geral, o Campeonato Brasileiro acaba preterido nessa ‘disputa’ entre as competições, uma vez que o caminho é mais longo até o objetivo final e, na teoria, probabilisticamente mais complicado.

Por outro lado, a partir do momento que se foca na Copa do Brasil ou Libertadores, ambas com formato mata-mata, a diretoria vai para uma espécie de All-In do futebol, em que todas as fichas do ano são depositadas em apenas um ponto.

A escolha, é claro, deve ser feita considerando diversas variáveis. Dentre elas, entra o elenco que se tem nas mãos. Com calendário conhecido previamente, os clubes buscam se planejar da melhor maneira possível para tentar ter, ao máximo, força total nos jogos decisivos.

Vale destacar, ainda, outro fator que entra como complicador nessa história: o fato de não se seguir as Datas FIFA no Brasil. Nesta semana vimos mais um exemplo disto, com três equipes semifinalistas da Copa do Brasil que precisaram realizar um esquema especial para não ficarem desfalcadas de importantes nomes que estavam a serviço da seleção.

Por fim, existe o lado passional no assunto. Para o torcedor, o importante é ver título. De nada adianta uma boa gestão dos confrontos que se tem ao longo do ano se, no final, não tiver ao menos um caneco para comemorar. Pelo lado das diretorias, existe também o lado torcedor. Mas, neste caso, a torcida é para que o planejamento realizado para o ano seja, de fato, a melhor escolha e, assim, a conta não venha em forma de duras críticas e cobranças ao final da temporada.