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Foto: Divulgação/Conmebol

*Por Samuel Bonicontro

A conquista do título da Taça Libertadores em 2016 pelo Atlético Nacional de Medellín foi só a terceira de clubes colombianos no principal torneio continental.

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Em 1989, o mesmo Atlético já havia vencido o torneio que foi “manchado” com denúncias de envolvimento de nada mais nada menos que Pablo Escobar. O outro título foi conquistado pelo Once Caldas em 2004 superando o “papa-títulos” Boca Juniors na final.

Mesmo com a crise atual, os principais times brasileiros continuam com o maior poderio econômico da América do Sul, fato que não impediu eliminações para clubes colombianos nos últimos anos.

Em 2010, o Deportes Tolima eliminou o Corinthians, um vexame inesquecível para o Timão. Em 2011, foi a vez do Once Caldas acordar os torcedores do Cruzeiro do Sonho do Tri.

E, em 2014, o Atlético Nacional eliminou o Galo nas oitavas da Libertadores e o São Paulo nas semifinais da Copa Sul-Americana.

O título continental do Nacional de Medellín consolidou a força do futebol colombiano, que já dava sinais que dominaria a América com a conquista da Sul-Americana pelo Independente Santa Fe em 2015.

Em números, a maior tortura dos brasileiros continua sendo os hermanos, pois nas competições continentais os argentinos ainda são os que mais nos eliminam. Mas a Argentina e o Brasil ainda dominam disparadamente as estatísticas de títulos.

Juntos os dois países têm 41 troféus da Libertadores, contra 16 de Uruguai (8), Colômbia (3), Paraguai (3), Equador (1) e Chile (1) juntos. Bolívia, Peru e Venezuela nunca conquistaram um torneio sequer.

Com o crescimento técnico e revelação de jogadores de alta qualidade em massa na Colômbia, uma nova ordem futebolística vem mudar os rumos do tradicionalíssimo domínio argentino-brasileiro?