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Foto: EC Bahia/Divulgação

Parece se tornar cada vez mais complicada a missão do técnico Preto Casagrande em se manter no cargo de treinador do Bahia. Isso porque, na visão de um elemento chave da “equação”, a conta parece simplesmente “não fechar”: O torcedor.

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Já diante do Grêmio, na rodada passada, a torcida da equipe baiana entoou a plenos pulmões os gritos de “Adeus, Preto”. Por um daqueles episódios que o futebol cansou de proporcionar, mas que sempre duvidamos da sua existência, o gol de pênalti de Rodrigão aos 51 minutos do segundo tempo deu “sobrevida” ao treinador.

Porém, hoje (30), enfrentando o Coritiba, o episódio se repetiu mesmo que de maneira mais tímida: Vaias no apito final e, a cada expressão focalizada da torcida na Fonte Nova, as mesmas palavras eram ditas: “Fora, Preto” e/ou “Acabou, Preto, acabou.”

Não é novidade o conceito da sobrevivência de um treinador estar condicionada aos seus resultados e, em certo nível, essa premissa tem seu sentido. Porém, existem também situações onde menos do que a perfeição simplesmente são ignoradas pelo torcedor, no seu direito como também na sua “prisão” em ser passional.

De portador das soluções no momento que o Bahia transitou de treinadores no ano (recordista no dado junto com o rival Vitória), Preto entrou no conceito de “Ou vence ou não serve.”

Conceitos apresentados, evolução, maior união do grupo, nada disso é ou será útil se os três pontos não forem creditados jogo a jogo para o Bahia na visão da torcida e isso está absolutamente cristalino.

Certo? Errado? Quem certamente pode julgar é o tempo e de que maneira a diretoria do Bahia vai lidar com isso. Porém, o que é visível e imutável é que Preto Casagrande está condenado no comando do Bahia a ser perfeito. Algo que, pelo estágio da competição e de muitos outros aspectos que até fogem a sua alçada, dificilmente conseguirá ser alcançado.

Confira a coletiva do técnico Preto Casagrande: