Foto: AFA/Divulgação

Nesta semana, a Conmebol confirmou Argentina e Colômbia como sedes da Copa América 2020. Pela primeira vez, o torneio será realizado em dois países e com mudanças no regulamento, já que agora serão dois grupos com seis seleções.

Leia Mais: Aos 46 anos e em atividade, jogador venezuelano pondera aposentadoria
Lionel Messi e Luis Suárez serão poupados no campeonato espanhol

Diante da novidade, o Futebol Latino relembra como foram as últimas edições nos dois países e quem pôde soltar o grito de campeão em solo colombiano e argentino. Confira:

2001 – Colômbia

A 40ª edição da Copa América aconteceu em território colombiano. Na ocasião, o país atravessava um momento complicado na questão da segurança pública, motivo que fez a Argentina não participar da competição. Até mesmo o Brasil, na época comandado por Luiz Felipe Scolari, teve algumas de suas estrelas ausentes por medo.

Com a bola rolando a torcida colombiana deu show. Os estádios receberam casa cheia em praticamente todos os jogos, principalmente dos anfitriões, que arrancaram para o primeiro título continental.

Competição

Na fase de grupos, a Colômbia mostrou a sua força e teve 100% de aproveitamento no grupo A. O Chile, que passava por uma mudança de safra ficou na vice-liderança da chave.

O Brasil de Felipão começou com derrota para o México, mas avançou ao lado do país da América do Norte e Peru. Na chave C, a Costa Rica, Honduras, que iria surpreender o mundo no mata-mata, e Uruguai ficaram com as últimas vagas.

A maior surpresa daquela competição aconteceu nas quartas de final. A desconhecida Honduras, encarou o Brasil e com gols de Martínez e Belleti (contra), derrotou os comandados de Felipão, que voltaram ao território tupiniquim cercados de desconfiança e massacrados pela mídia.

Por outro lado, México, Colômbia e Uruguai confirmaram seus favoritismos e se juntaram aos hondurenhos na semi.
Com Aristizábal inspirado e Bedoya, a seleção colombiana despachou Honduras na semifinal e o México derrotou o Uruguai por 2 a 1.

Na decisão, nada de Aristizábal, artilheiro com seis gols e grande astro do torneio, o nome da final foi Ivan Córdoba, que atravessava uma fase espetacular com a camisa do Boca Juniors e marcou o único gol do jogo.

Além do título inédito, a conquista da Colômbia serviu para unir um país, que vivia repleto de medo devido à violência civil.

2011 – Argentina

A 43ª edição da Copa América ficou marcada no cenário continental como o último título do Uruguai. Na ocasião, Forlán e Suárez, que haviam brilhado na Copa do Mundo, um ano antes, resolveram a favor da Celeste dentro de campo.

Na fase de grupos, o grupo A foi a grande surpresa com a Colômbia passando na ponta e a Argentina, anfitriã do torneio, na segunda colocação, com cinco pontos e apenas uma vitória em três jogos.

Na chave B, Brasil, Venezuela e Paraguai deixaram o Equador para trás e garantiram vaga entre os oito melhores. No último grupo, Chile, Peru e Uruguai também avançaram.

Nas quartas de finais os favoritos começaram a ficar pelo caminho. A Argentina de Messi não foi páreo contra o Uruguai e caiu na disputa de pênaltis, assim como o Brasil, que após 120 minutos sem gols contra o Paraguai, não acertou uma cobrança de pênalti e foi eliminado do torneio.

Na semi-final, o Peru foi superado pela Celeste com show de Suárez. Do outro lado, o Paraguai eliminou a Venezuela novamente na disputa de pênaltis.

A grande decisão entre Uruguai e Paraguai aconteceu no estádio Monumental de Núñez. Luis Suárez e Diego Forlán, uma das duplas mais famosas de todos os tempos do futebol Celeste, não fugiram da responsabilidade e marcaram os dois gols que garantiram o 15º troféu continental para o selecionado uruguaio.