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Foto: Carl de Souza/CDS/AFP

O confronto entre Flamengo e Peñarol da última quarta-feira (3) era tão importante para as pretensões do clube brasileiro como também para a equipe uruguaia. Seja pensando no aspecto de pontuação como, efetivamente, para demonstrar ao seu próprio torcedor quais as reais aspirações do plantel dirigido por Diego López na Copa Libertadores.

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Com corriqueiras eliminações de maneira precoce e dolorida tanto na Liberta como na Sul-Americana, o time Carbonero não começou bem essa edição sendo apático na altitude contra a LDU e goleou o modesto San José em seus domínios. Logo, passava ontem no Rio de Janeiro por seu novo teste de força contra a equipe de maior poderio da chave.

Até mesmo pela formação de elenco do Manya, baseada essencialmente em jogadores mais experientes e que preferem um estilo mais cadenciado com toques pontuais de velocidade e juventude, não seria comum que a equipe chegasse para jogar diante do Rubro-Negro no Maracanã completamente tomado “de peito aberto”.

Foi com esse respeito e com essa consciência que a formação charrua fechou muito bem os espaços e, se não conseguiu acionar com constância a meta de Diego Alves na base dos contra-ataques ao chegar somente uma vez com real clareza de oportunidade, tampouco experimentou elevados níveis de sofrimento no plano defensivo.

O meio-campo carregado com cinco peças tendo o veterano Walter Gargano na última linha defensiva antes da dupla de zaga fez um trabalho de contensão que, além de limitar a linha de criação do adversário, trouxe à tona uma impaciência das arquibancadas do Maracanã que ficou evidenciada na dura falta que resultou na expulsão de Gabigol.

À partir dali, se abria uma possibilidade de vitória que o Peñarol não poderia desperdiçar. Percebendo isso, López colocou Lucas Viatri para elevar sua estatura e apostar nas bolas alçadas ou mesmo de jogadas mais pacientes para aproveitar a superioridade numérica, algo que foi capitalizado na bela infiltração do atacante argentino em meio a um já afobado time carioca.