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Foto: Reprodução/AS Colômbia

Pode-se dizer que o ano de 2018 no futebol colombiano recolocou a equipe do Tolima em uma posição de importância no cenário nacional bem como elevou o patamar do Junior Barranquilla após uma decisão de Sul-Americana carregada de frustração.

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Além disso, o poderio do Atlético Nacional chegou a ser questionado ainda no primeiro semestre, mas a Copa Colômbia trouxe novamente ao menos um pouco de prestígio ao torcedor que ficou acostumado a constantemente gritar campeão.

Supercopa de pesos pesados

Logo no mês de fevereiro, o público cafetero presenciou uma sequência de duas partidas com gigantes do futebol colombiano: Millonarios e Atlético Nacional. E, depois de empatar em 0 a 0 em Bogotá, o time azul foi buscar a conquista na casa do adversário com um triunfo por 2 a 1.

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Apesar de costumeiramente frequentador da primeira divisão colombiana, o índice de investimento da equipe de Ibagué dificilmente seria capaz de competir com grandes forças de cidades como Bogotá, Barranquilla, Cali e Medellín.

Não à toa o fato do Tolima conseguir avançar em quarto lugar nos playoffs à frente de nomes como Junior Barranquilla, Deportivo Cali e Millonarios só poderia ser possível graças a um inspirado elenco de peças como Luis Payares, Danovis Banguero, Rafael Carrascal e Marco Pérez.

Após passar com autoridade pelo Once Caldas com vitórias por 1 e 3 a 0, duas eliminatórias com alto teor de sofrimento vieram contra os antioquenhos Independiente Medellín (semifinal) e a grande decisão contra o Atlético Nacional. Nada que a frieza dos comandados de Alberto Gamero não conseguissem superar com maestria e dignos da segunda conquista nacional da história do El Vinotinto y Oro.

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Apesar de maior tradição do que o vencedor da Liga Águila I, o Junior não teve vida fácil na fase classificatória e ficou apenas em sexto lugar com dois pontos à frente do oitavo colocado, o Independiente Santa Fe.

Contudo, com o desenrolar da temporada, a equipe foi aos poucos precisando se dividir entre a competição nacional e a Copa Sul-Americana, algo que o colocou em duas finais concomitantes.

E se no torneio continental a equipe de Barranquilla não soube ser efetiva diante do Atlético-PR em momentos chave, o mesmo em nada pode se dizer da finalíssima na Liga Águila II contra o Independiente Medellín. Após golear por 4 a 1 no Metropolitano de Barranquilla, o revés por 3 a 1 no Atanasio Girardot pouco importou, já que a taça ficou com o Junior.

Copa da Colômbia e Verdolaga mantendo sina vencedora

Em todas as outras competições nacionais o Atlético Nacional ficou no “quase”, perdendo as duas finais que disputou. Porém, na Copa da Colômbia, a equipe então dirigida por Hernan Herrera (atualmente está sob a batuta do brasileiro Paulo Autuori) conseguiu, finalmente, soltar o grito de campeão da garganta.

Nem de longe o time Verdolaga apresentou o mesmo nível que havia conseguido em 2016 com a conquista da Libertadores e seu estilo solto, leve. Todavia, mesmo com poucos gols, a equipe demonstrou maturidade para “saber sofrer” e conseguiu chegar com boas condições a final contra o Once Caldas.

Depois de empatar em 2 a 2 na cidade de Manizales contra o campeão da Libertadores de 2004, foi diante de seu torcedor que o Atlético Nacional mostrou sua potência com gols já nos acréscimos dos dois tempos com Vladimir Hernández e Daniel Bocanegra.