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Foto: AFP

A vida dos clubes de Avellaneda frente ao River Plate não tem sido fácil. Depois de eliminar o Racing nas oitavas, dessa vez o clube de Núñez eliminou o Independiente e com categoria: Vitória por 3 a 1 e vaga carimbada na semifinal da Copa Libertadores onde aguarda Grêmio ou Atlético Tucumán.

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O jogo

Nos primeiros 10 minutos de jogo, a intensidade de jogo do River Plate e também de marcação feita pelos seus três atacantes (Lucas Pratto, Ignacio Scocco e Santos Borré) faziam com que os donos da casa constantemente estivessem mais perto do gol adversário.

Porém, erros pontuais impediam com que os lances de ataque se transformassem em chutes de perigo a meta de Martín Campaña. Na melhor chance, Pratto precisou insistir por duas vezes para chutar colocado e ver o arqueiro charrua pular para fazer uma defesa segura.

Por sua vez, o Rojo mal ficava com a posse e logo se via “acoçado” por dois ou três atletas riveristas prontos para saírem em bloco para o ataque. Com isso, Silvio Romero ficava praticamente ilhado e pouco conseguia ser acionado pelo meio-campo da equipe de Ariel Holán.

Aos poucos o time de Avellaneda foi se adaptado a essa realidade e gradativamente achava espaços para “respirar” mais distante de sua área. Todavia, da mesma forma que o Millonario, não era efetivo em chutar para dar algum trabalho a Franco Armani, conseguindo no máximo levar perigo após escanteio desviado na primeira trave por Martín Benítez onde, para defender, Armani precisou soltar a bola que quase foi no pé de Jorge Figal.

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Foto: AFP

Segundo tempo

De ponta a ponta, aos dois minutos de jogo o tento do River foi construído para balançar as estruturas do Monumental de Núñez com a festa da torcida local. Depois de contra-ataque cortado pela zaga, o time foi certeiro na velocidade de movimentação e, ao entregar para Borré, Scocco passou bem para receber frente a frente com Campaña e bater no canto, 1 a 0.

Aos seis, o Rojo foi quem soube criar espaços na zaga adversária e, depois de receber ótimo passe praticamente na marca do pênalti, Silvio Romero bateu com violência, mas por sobre a meta de Armani.

Na segunda oportunidade que surgiu para o time visitante marcasse, de novo nos pés de Romero, ele não desperdiçou. Após arrancada de Emmanuel Gigliotti que chutou forte para Franco Armani dar rebote, o camisa 19 do Independiente encheu o pé e deixou tudo igual.

Depois disso, entrou em ação uma boa dose de “cera” por parte dos visitantes, de toda maneira fazendo com que a partida não tivesse um ritmo que favorecesse a retomada de domínio do Millonario. Porém, as tentativas não foram eficientes pois, aos 23, Juan Fernando Quintero “deu sorte” após a bola espirrar no meio-campo e, ao ficar em condições de chutar, bateu com categoria no canto esquerdo de Martín Campaña.

Estando sempre mais próximo da meta adversária, o Millonario se colocava em situação de tranquilidade mesmo com a vantagem ainda mínima. Situação essa que foi resolvida quando Santos Borré, em novo contra-ataque riverista, limpou a marcação de Alan Franco e bateu com imensa categoria, 3 a 1 River, placar final em Buenos Aires.