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Foto: Luciano Thieberger

A vitria nas penalidades mximas frente ao Independiente na ltima segunda-feira (10) pela Copa Argentina certamente emocionou muitos torcedores do modesto Brown de Adrogu.

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Em jogo disputado, Coreia do Sul e Chile empatam sem gols

Grupo seleto em que, certamente, se encaixa tambm Pablo Vico, treinador da equipe e identificado de maneira extrema com a agremiao do municpio de Almirante Brown, a pouco mais de 25 Km de Buenos Aires.

Figura alheia ao mundo dos treinadores badalados do futebol local, Vico vive nas dependncias do clube (estdio Lorenzo Arandilla), mais precisamente embaixo das arquibancadas. Mesmo com instalaes bastante humildes e a responsabilidade de dividir sua casa com seu trabalho, ele se mostra muito contente com essa realidade.

“Eu sou assim, no vou mudar. No fao isso para que as pessoas digam que sou humildade ou para que gostem de mim, dizerem: ‘Nossa, olha o que ele faz.’ No tem nada a ver, eu gosto disso. Viver aqui, estar aqui. O Brown minha casa”, garante em entrevista que concedeu ao dirioClarn.

O tcnico se tornou figura marcante na histria do clube com 20 anos de estadia (10 deles sendo treinador) e participante dos dois nicos acessos em toda a histria do Brown.

Tamanha a idolatria perante o torcedor que as instalaes alimentcias do clube levam seu nome assim como uma rua na regio de San Clemente del Tuy e at mesmo o desenho de seu rosto em uma nota de dois pesos.

Carinhosamente apelidado de “Ferguson del Conurbano” por sua longevidade no clube comparvel ao tcnico escocs Alex Ferguson no Manchester United, ele afirma que o ambiente do clube o faz sentir to em casa (literalmente) que de certa forma no entende o espanto dos jogadores em o verem fazendo atividades “incomuns” para um tcnico de futebol:

“Me sinto cmodo aqui, me sinto brbaro. Esse o meu lugar. Os rapazes se surpreendem s vezes quando vem treinar e estou passando roupa, varrendo, fazendo a cama, fazendo as tarefas que tenho que fazer. Limpando o banheiro… para mim no nada do outro mundo, qui para outros possa ser. Para mim, no.”