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Serginho e Nilson relatam vida em meio a caos social na Bolívia

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Foto: Divulgação

Vivendo de perto todos os problemas sociais que passam os bolivianos desde o início dos protestos que culminaram com a renúncia do presidente Evo Morales, os atacantes brasileiros Nilson e Serginho (ambos do Jorge Wilstermann) trazem um relato que demonstra claramente como, principalmente nas primeiras semanas, o clima de tensão e insegurança foram preponderantes.

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Além da natural impossibilidade de entrar em campo com a paralisação do futebol, questões como abastecimento e principalmente a segurança foram motivadoras de revelações espantosas como, pro exemplo, de uma ameaça de invasão de propriedade.

Confira abaixo:

FL: Como foi para vocês passar por essa mudança de rotina e realidade tão drástica?

Nilson: Foi um momento muito difícil. Desde que começaram as manifestações, a mudança foi drástica e ficamos tensos com tudo isso que ocorreu no país. Tenho uma filha de cinco anos e minha esposa está grávida de cinco meses, ficamos apreensivos demais e com medo, mas Deus nos guardou.

Serginho: Logo quando começou achamos que não ia durar muito tempo, que iria passar rápido. Mas, com o passar dos dias, as coisas foram piorando, todas as ruas para se locomover estavam fechadas, muitas barricadas. Ficamos preocupados porque precisávamos ir treinar, de onde eu moro são cerca de 15 quilômetros do centro de treinamento e íamos de bicicleta, era um desgaste muito grande. Algumas coisas que íamos buscar no mercado já não encontrávamos muito pelas rodovias do país estarem fechadas. Depois que houve a renúncia do presidente, as coisas começaram a dar uma melhorada na locomoção, porém piorou na parte da segurança. A gente temeu muito pela nossa segurança, da nossa família.



FL: Nesse momento, vocês seguem temendo pela segurança?

Nilson: Agora não mais, o exército está na cidade dando toda a segurança, mas nas três semanas que o país estava tendo conflitos não tínhamos segurança, o que nos deixou com medo. Até porque estavam ameaçando entrar em nosso condomínio e saquear as casas, tivemos que ficar todos juntos na casa do Serginho.

Serginho: A gente não teme pela segurança nesse momento, mas na semana passada tivemos um momento crítico no país onde, no condomínio que vivemos, um grupo de manifestantes em apoio ao Evo Morales fez menção de invadir o nosso condomínio para causar estragos, roubar algumas casas. Tenho amigos brasileiros que tiveram suas casas invadidas, os condomínios quebrados. Graças a Deus foi só uma ameaça e eles não conseguiram entrar pra fazer mal as pessoas ou as casas. Ficamos de certa forma apreensivos porque não sabemos o que vai se desenrolar nos próximos dias e esperamos que as coisas possam se resolver para voltar a tranquilidade.

FL: Como fazer para manter a forma física diante desse cenário social tão crítico?

Nilson: Então, ficamos poucos dias sem treino, sempre íamos para o treino em meio aos conflitos de bicicleta, que já era um treino total de 30 quilômetros por dia sem contar o treinamento, então estamos bem fisicamente. Agora estamos só aguardando a decisão de federação, se termina o campeonato ou continua.

Serginho: Nos temos um grupo onde, quando há algum dia mais crítico, de protestos, nós já sabemos que não vamos treinar. Nesses casos usamos uma quadra de areia que tem perto de casa, aproveitamos para jogar um futevôlei, tentando não perder muito condicionamento físico. Nesse semana estamos treinando normal, conseguimos nos locomover com o carro sem nenhum problema. Os treinamentos estão ocorrendo da melhor maneira.

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