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Brasileiro ex-funcionário de Fernando “não tem chance” de absolvição, crava advogado

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Foto: Reprodução

No ano de 2019, o caso envolvendo o brasileiro Robson e sua esposa, Simone, onde houve uma acusação de tráfico de entorpecentes ao chegarem na Rússia para trabalhar na casa do meio-campista Fernando trouxe o nome da família do ex-Grêmio e hoje no chinês Beijing Guoan das páginas esportivas para as policiais.

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Colocado há pouco tempo no caso, o advogado russo Pavel Gerasimov foi bastante sincero ao jornalista Mauro Cézar Pereira em entrevista exclusiva dada ao blog do jornalista hospedado no portal UOL.

Para o profissional que cuida da defesa do ex-motorista do atleta, a única saída é tentar a diminuição da pena pois, mesmo com as informações de momento indicando que ele não sabia estar transportando uma substância proibida para o leste europeu, ele deve acabar sendo imputado pelo crime de tráfico.

Além disso, Gerasimov também falou sobre a possibilidade da família de Fernando dar um suporte financeiro maior do que o atual, os prós (e contras) de seguir no país bem como a viabilidade de transferir Robson para o Brasil:

“Ele não tem chance, porque existe um crime. Se a ação for reconhecida como crime não cumulativo, a melhor opção para ele será uma pena de sete anos. Se o tribunal declarar um crime cumulativo, neste caso, a pior opção a ser esperada é o prazo de 15 anos. Fernando e sua família podem ser testemunhas durante o julgamento e fornecer mais apoio financeiro do que concedem no momento. As condições nas prisões na Rússia são muito melhores do que no Brasil. Existem serviços médicos, e também a atitude dos colegas de cela é respeitosa. O problema é que Robson não fala russo.



Relembre o caso

Em reportagem exibida pelo programa Esporte Espetacular no último dia 1° de setembro, o caso foi detalhado como tendo o seguinte enredo: após ser convidada para trabalhar na casa de Fernando via sogra do atleta, Sibele Rivoredo, a esposa de Robson, Simone Barros, disse que aceitaria caso o seu marido também pudesse sair com ela de Nova Iguaçu para trabalhar com a família na luxuosa casa da capital da Rússia, Moscou .

Entretanto, quando eles desembarcaram na Europa, uma revista feita em malas que lhes foram entregues pelo motorista da família já no Aeroporto do Galeão encontrou duas caixas com 40 comprimidos do composto Mytedom, remédio esse que seria para o sogro de Fernando, William, que sofre de dores na coluna. Apesar de ter uso legal no Brasil mediante receita, na Rússia ele é proibido.

Tendo em seu componente o opioide metadona, usada em medicamentos para tratamento de dependentes químicos, o casal foi fotografado, teve digitais e exames de sangue e urina coletados para, logo depois, serem buscados no Aeroporto Internacional de Domodedovo por um funcionário da família de Fernando, William da Silva, apelidado de “Rodela”.

Após acionar Sibele, que sequer estava na Rússia e curtia férias com a família na Grécia, ela recebeu como resposta que a situação “estava sendo resolvida” e, após mais de 17 horas detidos no aeroporto, foram liberados e ficaram 35 dias sozinhos cuidando da residência de Fernando.

Quando Fernando e sua família retornaram ao país, Robson foi dirigindo com o atleta e a esposa do mesmo, Raphaela Rivoredo, a delegacia do Aeroporto de Domodedovo onde foi preso e conduzido, uma hora depois, a Unidade Penal de Kashira, localizada em cidade homônima que fica a 107 quilômetros de Moscou.

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