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Coaches analisam a precoce eliminação do River Plate no Mundial

Na visão das especialistas que falaram com o FL, o time de Marcelo Gallardo baixou a guarda cedo e o vexame diante do Al Ain foi uma consequência
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Campeão da Libertadores da América, o River Plate chegou ao Mundial de Clubes cercado de expectativa, mas acabou surpreendido pelo desconhecido Al Ain, dos Emirados Árabes e deu adeus a chance de vencer o torneio pela segunda vez na história.

Leia Mais: River Plate disputa terceiro lugar do Mundial com o Kashima
Marcelo Gallardo explode contra repórter na coletiva de imprensa

Desde a eliminação Millonaria, muito tem se questionado sobre uma possível soberba argentina na última terça-feira. Teria o River Plate entrado em campo relaxado? O time amarelou? Em busca das respostas, a equipe do Futebol Latino conversou com as coaches esportivas Amanda Ciaramicoli e Camila Albuquerque para entender melhor o desempenho apagado do time comandado por Gallardo.

Na visão de Amanda, o River Plate tinha o foco de ser campeão continental e relaxou após alcançar a meta, o que acarretou na queda.

“Foco é uma coisa momentânea. O River Plate colocou o título da Libertadores como meta e conseguiu o que queria. Isso deixou a confiança dos jogadores elevada e interferiu dentro de campo. Apesar da superioridade técnica em relação ao adversário, quando o time percebeu, a decisão da vaga estava na disputa de pênaltis. Ficou nítido que o psicológico não estava preparado para um duelo mais difícil e a eliminação foi consequência”.

Para Camila, a tendência é que neste sábado, diante do Kashima Antlers, o River Plate volte a campo com uma postura totalmente diferente e “pé no chão”.

“Sem dúvida nenhuma a concentração será maior. O baque foi grande e eles precisam dar uma resposta. Acredito que eles fiquem mais retraídos, atentos na marcação e um respeito maior em relação ao adversário”.

Gallardo é o espelho do time

Calmo nas entrevistas, Marcelo Gallardo explodiu nesta sexta-feira. Após uma questão sobre a derrota na semifinal do torneio, o comandante ficou nervoso e isso pode ser prejudicial ao time, pois o treinador precisa demonstrar equilíbrio no momento derradeiro da temporada.

“Além do trabalho tático, o técnico tem a missão de gerir o grupo. Ele é o ponto de equilíbrio e precisa ter a cabeça no lugar. Se ele aparece incomodado com algo, isso reflete no elenco e o resultado pode não ser o esperado”, analisou Amanda.

“A gestão de grupo é extremamente importante no futebol. Mesmo que ele não admita, o revés de terça-feira pode ter atingido de uma maneira que próprio Gallardo não esperava e por isso teve essa reação. Agora é o momento de passar tranquilidade aos jogadores”, concluiu Camila.

River Plate e Kashima Antlers se enfrentam neste sábado, a partir das 11h30 (Horário de Brasília) e você acompanha tudo sobre o jogo em nosso site.