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José Calil Opina: É hora de dar um basta

O jornalista José Calil disseca sobre quais deveriam ser as consequências e atitudes após as violentas cenas protagonizadas no clássico gaúcho pela Liberta
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*Por José Calil

O GreNal é o maior clássico do país. Não há nada que chegue nem perto. Em nenhum outro lugar existe tamanha competição. É algo arraigado à própria cultura. No Rio e em São Paulo os clássicos são em maior número, diluindo a rivalidade. Nem em Minas, no Pará ou na Bahia, onde também são dois os clubes grandes, a polarização é tão intensa. Em Minas há relatos do estado inteiro vibrando quando o Cruzeiro venceu o Santos de Pelé em 1966. Na Bahia também, nos dois títulos brasileiros do Bahia. No Rio Grande do Sul isso é inimaginável.

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Já são 424 GreNais em 111 anos. E, à medida em que o tempo passa, os jogos decisivos vão se sucedendo, a emoção aumentando. Tabus nascem, crescem e são quebrados. Mas há algo nessa disputa que precisa acabar urgentemente: a violência dentro de campo. Cenas como as da última quinta-feira (12) pela fase de grupos da Libertadores são inaceitáveis.

Muitas vezes parece que os atletas entram, não para jogar futebol, mas para tentar mostrar que um é mais macho do que o outro. Raras são as partidas que começaram e acabaram bem. A impressão que dá é que alguns jogadores enxergam na prática da violência a chance de ganhar pontos com o seu torcedor. E isso é muito triste.

É famoso o GreNal de 1969 no torneio de inaugural do Beira Rio. Na oportunidade, quase todos os jogadores se engalfinharam. No total 20 foram expulsos. Contam os presentes que só o goleiro Alberto do Grêmio e o meia esquerda Dorinho do Internacional não brigaram. Foi inevitável lembrar disso por esses dias.



Aliás, não seguir o juiz de 1969 foi o grande erro do árbitro argentino escalado para o primeiro GreNal pela Libertadores. Ele deveria ter expulsado muito mais gente e encerrado a partida. Quem sabe assim caísse a ficha dos brigões e de todos os que estimulam esse tipo de patifaria???

Jogador que vai a campo para brigar e não para jogar futebol deve ser exemplarmente punido, desportiva e financeiramente. Afinal, ele está causando prejuízos técnicos, materiais e morais ao seu clube e ao futebol como um todo, podendo, inclusive, desencadear violência entre os torcedores, algo até que saia de controle.

Com a palavra, a Conmebol e os clubes. Num universo onde as pessoas fossem totalmente comprometidas com um jogo limpo e honesto quem protagonizou as cenas de violência da quinta-feira receberia penas de tudo o que é lado. Foi uma expectativa frustrada. Tanto se esperou por um jogo desses para ele terminar numa briga de boate. É hora de uma medida exemplar.

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