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Além dos adversários: pandemia aumenta desafios por manutenção em competições internacionais

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Foto: Norberto Duarte/AFP

*Por Agência Conversion

Aos poucos, o futebol se moldou ao novo cenário e conseguiu seguir com suas competições apesar de ter feito singelas mudanças nos formatos. Se por um lado as confederações saem quase ilesas dessas alterações, os clubes precisaram assumir um calendário apertado – Santos e Palmeiras estão jogando a cada dois dias entre Campeonato Paulista e Libertadores, por exemplo –, deslocamentos de última hora e adaptações às novas regras, especialmente nos jogos em outros países.

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Peñarol defende invencibilidade diante do Corinthians

Isso porque, com a pausa nos jogos feita de março a agosto de 2020, a temporada passada foi encerrada apenas em março deste ano, restando ao clubes campeões a classificação para outros torneios, como a Supercopa e a Recopa Sul-Americana, além do início da temporada 2021, com a volta dos campeonatos estaduais, da fase de grupos da Libertadores da América, Sul-Americana e Copa do Brasil. A ideia das organizadoras das competições é acertar o calendário em 2022, encerrando todos os jogos deste ano dentro do período planejado.

Sendo assim, as equipes devem manter uma agenda cheia, com jogos de competições diferentes em um intervalo curto de tempo, como tem acontecido com o Palmeiras, que joga a cada dois dias – apenas na última semana de abril o Verdão encarou o Mirassol no domingo, o Independiente Del Valle na terça e o Inter de Limeira na quinta, com uma nova repetição deste esquema para a semana seguinte. Anteriormente, os clubes mantinham dois jogos na semana – um entre sábado e domingo e outro no meio, entre terça e quinta.

Com isso, o tempo para os treinamentos foi reduzido e os clubes precisaram escolher em quais competições utilizar o time titular, para que não haja lesões ou desgaste entre os atletas. Além das possíveis quedas de rendimento entre um torneio e outro, as equipes também precisam se preocupar com questões extracampo. Em meio à alta de casos de coronavírus no Brasil, algumas cidades decretaram a pausa do futebol, como São Paulo, no final de março, fazendo com que os clubes precisassem viajar para outras localidades para cumprir a lista de jogos estabelecida pela confederação organizadora.

No entanto, a prática de deslocar equipes inteiras para outros estados apenas elevou os casos de Covid-19 entre os elencos. A Ponte Preta sofreu um surto da doença ainda antes da paralisação do Campeonato Paulista, mas teve um aumento de 100% nos casos depois de três jogos fora de casa, com viagens para enfrentar Corinthians (São Paulo), Gama (Luziânia) e Botafogo-SP (Ribeirão Preto). Neste período, o número de pessoas infectadas saltou de 16 para 32 pessoas em menos de uma semana, sendo 12 de uma só vez.

Em março, o Corinthians teve oito jogadores e 11 membros da delegação afastados do clássico contra o Palmeiras. Na Argentina, a situação é a mesma com Independiente, Banfield, Racing, Sarmiento e Gimnasia La Plata com múltiplos casos de contágio registrados em 2021.

Ainda assim, as competições seguem marcadas e sem perspectivas de mudanças. A Conmebol não pretende interromper a Libertadores, e, em caso de impedimento para a realização de uma partida em alguma cidade, mantém sua ideia de transferir os jogos para outros locais.

Diferentes regras entre os países

Mesmo que não exista transferência de jogos e as equipes possam ir a campo em seus próprios estádios, o deslocamento entre os países da América do Sul segue acontecendo, já que existem as partidas de ida e volta nas competições continentais. O desafio para as equipes brasileiras é se adequar às regras distintas, como o deslocamento para um centro de treinamento antes da partida. Essa situação ocorreu com o São Paulo antes do confronto contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, quando foi impedido de ir ao CT da seleção peruana para treinar e precisou utilizar os espaços do hotel para isso.

As restrições podem ir além do treinamento. Recentemente, a equipe feminina do Corinthians enfrentou problemas para embarcar para a Argentina por conta do impedimento da entrada de pessoas com passagem pelo Brasil. Para a realização das partidas, no entanto, o clube tinha a permissão e as passagens aéreas necessárias para a viagem. O problema foi contornado apenas no dia seguinte, com a intervenção da Conmebol.

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