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Parcerias com empresas chinesas crescem entre clubes brasileiros

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Foto: Montagem Divulgação

Com diversas administrações de clubes brasileiros baseadas em verba pública de publicidade, sabemos que boa parte dos clubes brasileiros tanto de “Nível A” como alguns intermediários são reféns desse tipo de receita. Algo que, com a atual situação de crise econômica ainda a passos lentos de recuperação, torna-se algo bastante volátil, passível de ser diretamente afetada e prejudicar um grande contingente de times.

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Os clubes tentam buscar alternativas privadas para ajudar no orçamento, mas isso não tem sido tarefa fácil no Brasil em função das instituições nacionais com essa característica e potencial de investimento também terem seus problemas administrativos. Logo, algumas equipes já buscam contar com o apoio vindo de uma “terceira via”: Empresas multinacionais que tornem seus investimentos mais sustentáveis e com poder real de aplicação.

Uma das empresas que vem sendo muito requisitada ultimamente por clubes brasileiros é a BSI Soccer. Principalmente pelo fato da mesma possuir acordo com algumas empresas de outros segmentos na China, com ramificações no futebol dentro e fora do país asiático e que querem investir forte no futebol brasileiro.

E, quando falamos em investimento, a visão desses empresários  não tem somente se concentrado na exposição de sua marca como também sendo parceiros mais ativos nos clubes como, por exemplo, levando atletas chineses para estagiarem no Brasil, detenção de porcentagens em direitos econômicos de alguns atletas da base com potencial de mercado etc.

Para o mês de dezembro, a companhia gerida pelo ex-jogador Fábio de Souza promete ampliar seus horizontes e anunciar novos acordos, dando suporte as palavras ditas pelo editor-chefe do jornal esportivo chinês Sports Sohu, Cheng Yuda:

“Sabemos que as empresas chinesas, devido a instabilidade política que vem passando o Brasil, ficaram receosas em investir valores altos nesse ano de 2018. Mas, para 2019, as coisas devem fluir mais tranquilamente.”

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Foto: Divulgação

O jornalista acrescentou que, apesar do potencial recentemente apresentado pela BSI dentro do território asiático, o investimento no Brasil ainda tem caráter inovador e passa pela cautela dos chineses em não infringir as pesadas regras impostas pelo governo se tratando de aplicações fora da China:

“Todos nós do futebol sabemos que, aqui, a BSI possui acordos com algumas empresas realmente grandes, capitalizadas, que gostam e possuem ramificações no futebol dentro e fora da China. Porém, esse negócio para eles no Brasil é algo ainda meio inovador, poucos chineses fazem esse tipo de parceria de negócios no Brasil. Apesar de saberem que o futebol brasileiro é algo bem atrativo financeiramente. Além do mais, sabemos que as negociações devem serem tratadas com cautela, pois sabemos que aqui vivemos um regime de ditadura forte e o governo restringe o investimento de empresas privadas fora do país no futebol.”

Chegou a ser ventilada a possibilidade de um grupo chinês adquirir o Nacional (AM) por intermédio da BSI. No entanto, o CEO, Fábio de Souza, alegou que apesar das negociações estarem bem avançadas, o excesso de exposição na mídia e outros problemas incluíndo interesses pessoais de intermediários bem como a situação interna do clube “esfriaram” as tratativas.

Contudo, ele não descarta a retomada das conversas com o Nacional ou mesmo com outra equipe do estado e/ou do país.

“Atualmente, temos uma gama extensa de clubes que nos procuram buscando parcerias com as multinacionais chinesas, porém nosso trabalho consiste em averiguar profundamente se será bom para todos os lados, inclusive para nós. As empresas chinesas as quais representamos não querem somente exposição e divulgação de sua marca, mas sim uma parceria mais próxima com o clube, quase como vem fazendo o Desportivo Brasil”, disse Fábio.

“Sabemos que há muitos dirigentes de clubes brasileiros que só visam interesses próprios e isso não pode acontecer. Já temos de três a quatro equipes que já estamos fechados, só resta assinatura de contrato e iniciar os trabalhos. Não iremos fazer nada de qualquer jeito e sob pressão, a nossa função diante das empresas chinesas consiste justamente em averiguar detalhadamente e se realmente valerá a pena o investimento feito pelos os chineses e que as pessoas não querem os recursos deles para benefício próprio”, completou o CEO.

Ainda de acordo com o que pode ser apurado junto a empresa, já no mês de dezembro algumas parcerias devem ter todos os detalhes acertados e, na oportunidade, os nomes dos clubes serão devidamente anunciados.

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