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Quem são os jovens que devem formar a próxima geração da seleção argentina

Copa do Catar deve ser a última de Messi, que deverá ser substituído na seleção argentina por Paulo Dybala, astro da Juventus (Itália) e sete anos mais novo
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*Por Agência Conversion

A eliminação da seleção argentina na Copa América para o Brasil pode significar para vários jogadores o fim de um ciclo defendendo a camisa Albiceleste – como já havia acontecido depois da Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, com o volante Javier Mascherano e o atacante Gonzalo Higuaín, por exemplo.

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No entanto, há vários nomes novos que estão pedindo passagem para tirar a Argentina da fila de 27 anos (até a próxima Copa América) de títulos.

As duas finais de Copa América perdidas para o Chile e a derrota para a Alemanha na final da Copa de 2014 são, apesar das recentes eliminações, os principais traumas da seleção argentina no passado recente. Não apenas no futebol, elas chegaram à sociedade do país, que viu nas trágicas perdas homologias com a situação econômica atual da Argentina de Maurício Macri.

Nomes como o goleiro Wilfredo Caballero (37 anos), o meia Enzo Pérez (33) e o lateral-esquerdo Gabriel Mercado (32) já são carta fora do baralho desde a Rússia, mas outros ainda eram nomes considerados na órbita do técnico Lionel Scaloni até a Copa América deste ano como o zagueiro Nicolás Otamendi (31 anos), que foi titular na campanha no Brasil, o também defensor Federico Fazio (32), o meia Éver Banega (31) e o lateral Marcos Rojo (29) – todos eles, porém, dificilmente estarão no Catar daqui três anos.

Por outro lado, a seleção já recebeu uma nova geração que terá na Copa de 2022 a chance de mudar a cara da traumatizada seleção argentina: são os casos de Nicolás Tagliafico (Ajax – Holanda, 26 anos), titular na campanha da Copa América deste ano, Giovani Lo Celso (Real Betis – Espanha, 23 anos), Paulo Dybala (Juventus – Itália, 25 anos) – todos convocados por Scaloni para o torneio em solo brasileiro – e Maximiliano Meza (Monterrey, 26 anos).

Mas, por ser uma grande produtora de bons jogadores de futebol, a Argentina já tem uma safra nova que tem sido observada não apenas pela sua qualidade, mas pelo peso que vai carregar nos próximos anos – os últimos sob a liderança de Lionel Messi.

Para o gol, Franco Armani, do River Plate, pode dar lugar a Gerónimo Rulli (27 anos), do Real Sociedad (Espanha) ou Esteban Andrada (28 anos), do Boca Juniors – este último com o apoio do lendário Goycochea, hoje ator, apresentador e garoto-propaganda de uma marca de suplementos alimentares.

Na defesa, os argentinos olham com atenção para nomes como Fabrício Bustos (Independiente, 23 anos), Juan Foyth (Tottenham – Inglaterra, 21 anos), Lucas Quarta (River Plate, 23 anos), Emanuel Mammana (Zenit – Rússia, 23 anos), Alan Franco (Independiente, 22 anos), Germán Conti (Benfica – Portugal, 25 anos) e José Luis Gómez (Lanús, 25 anos), sem contar Walter Kannemann (Grêmio, 28 anos) – Foyth veio ao Brasil.

A lista do meio-campo é larga: Santiago Ascacíbar (Sttutgart – Alemanha, 22 anos), Giovani Lo Celso (Real Betis, 23 anos), Leandro Paredes (PSG – França, 25 anos), Manuel Lanzini (West Ham – Inglaterra, 26 anos), Emiliano Rigoni (Zenit – Rússia, 26 anos), Ángel Correa (Atlético de Madrid – Espanha, 24 anos), Ezequiel Barco (Atlanta United, 20 anos), Matías Vargas (Vélez Sarsfield, 22 anos) e Lucas Ocampos (Sevilla – Espanha, 24 anos).

O ataque, no entanto, já está fazendo parte do processo de renovação, levando em conta a idade de Messi. Em novembro de 2022, quando a Copa do Mundo do Catar começar, o atacante terá 35 anos (ele fez 32 no dia 24 deste mês). Ainda que seja possível que esteja liderando o Barcelona nos torneios europeus daqui três anos e, assim, seja o 10 da Argentina no Catar, dificilmente ele chegará ao Mundial da América do Norte, em 2026 – quando terá 39 anos – em grandes condições.

Diego Maradona, por exemplo, encerrou sua participação em Copas em 1994, com 33 anos, apesar das polêmicas envolvendo drogas. Levando tudo isso em consideração, a próxima Copa é a última chance do argentino ganhar o título mundial pelo seu país – que bateu na trave em 2014, no Brasil – e mesmo das gerações atuais vê-lo disputar o campeonato mais importante do futebol.

Os argentinos sabem disso e, nesta edição da Copa América, colocaram Agüero para jogar ao lado de Lautaro Martínez (Internazionale – Itália, 21 anos). Na Copa da França, o ponta Cristian Pavon (Boca Juniors, 23 anos) também figurou no time titular, mas sequer foi convocado para o torneio no Brasil – o atleta tenta se desvincular do Boca Juniors para jogar no Porto (Porto).

Além do já conhecido Mauro Icardi (Internazionale – Itália, 26 anos), há quem coloque suas fichas em nomes como Joaquín Correa (Lazio – Itália, 26 anos), Sebastián Driussi (Zenit, 23 anos), Lucas Alario (Bayer Leverkusen – Alemanha, 26 anos), Giovanni Simeone (Fiorentina – Itália, 23 anos) e Maximiliano Romero (Vélez Sarsfield, 20 anos).

Em um ano, quando a bola começar a rolar na Argentina, que vai sediar a primeira fase da Copa América de 2020, muitos desses jogadores estarão vestindo a camisa da seleção pela primeira vez – e, porque não, começando uma nova história com a machucada camiseta Albiceleste.

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