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Tricampeão da Libertadores fala em competição “desmoralizada pelo dinheiro”

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Foto: Divulgação

Uma opinião bastante forte e decidida sobre a Copa Libertadores e suas modificações ao longo do tempo foi expressa pelo ex-jogador uruguaio Hugo de León em entrevista que o mesmo concedeu a revista Veja.

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Para ele, a competição “perdeu sua alma” mediante ao aumento do número de equipes representando a Argentina e o Brasil, algo que está, segundo ele, unicamente ligado a questão financeira. Sobrou até mesmo para o momento de um passado não tão distante onde os times do México chegaram a disputar o torneio continental o qual ele venceu por três vezes: em 1980 e 1988 pelo Nacional e em 1983 defendendo o Grêmio.

“O que conta é o dinheiro. Mudou quando Brasil e Argentina agregaram seis, sete clubes e, se não houver o cruzamento entre clubes do mesmo país, sempre teríamos finais de Brasil ou Argentina durante décadas, o que aconteceu recentemente, novamente. Tivemos até o ridículo de equipes mexicanas ricas jogando e não conseguindo ser campeãs. Por favor! Quem jogou a Libertadores no passado sabe como foi difícil. Hoje, o dinheiro está no comando”, falou de León.

Em meio a esse panorama somado o panorama financeiro inferior que vivem os clubes do Uruguai em relação a brasileiros e argentinos, o ex-atleta que hoje prefere a prática de outro esporte (tênis de praia) entende que se tornou muito difícil um time do país charrua chegar mais longe na principal competição de clubes da América do Sul:



“Antes, só havia dois brasileiros e dois argentinos. Hoje se enfrenta um exército. Por mais que tente o futebol uruguaio, as dificuldades para avançar, devido a falta de dinheiro, são enormes. Desmoralizaram a Libertadores por dinheiro. Não é casualidade que tenhamos tantos dirigentes do continente presos ou denunciados.”

Contudo, não apenas de críticas a questões modernas do futebol foi regada a entrevista. O recurso do Árbitro de Vídeo, por exemplo, conta com a simpatia de Hugo de León:

“O VAR veio diminuir as injustiças, os erros graves que mudaram as competições. O VAR beneficia mais a equipe pequena. O grande pode marcar mais gols se tiver um que foi anulado. Temos que corrigir as injustiças.”

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